Atualizado em 2 de julho | 2021 por SAS

Quantas vezes você entrou na sala e viu estudantes desmotivados? Quantas vezes, durante uma explicação, percebeu que eles estavam dispersos e ansiosos para que o sinal do intervalo tocasse? 

Em classes em que o professor apresenta o conteúdo apenas de forma expositiva, esses cenários são bastante comuns. Isso acontece porque, quando os jovens não se sentem parte do processo de ensino-aprendizagem, a participação dos alunos nas aulas tende a ser menor, pois há um alto nível de desengajamento.

Se isso já era uma possibilidade no espaço presencial, com as aulas remotas e o modelo híbrido, esse cenário pode ter se tornado ainda mais recorrente na rotina do professor. Porém, não há motivo para pânico! É possível mudar esse quadro e aumentar a participação dos alunos nas aulas, basta ficar atento às nossas dicas. Ficou curioso? Então, venha com a gente!

Qual a importância da participação dos alunos nas aulas?

A participação dos alunos nas aulas melhora o desempenho dos alunos e promove o protagonismo dos estudantes.

Ainda hoje, o modelo mais conhecido de ensino é aquele em que os alunos sentam-se enfileirados e acompanham a explicação do professor sobre o conteúdo. Contudo, esse padrão, onde os estudantes recebem o conteúdo do professor, já demonstrou ser pouco eficiente, pois o coloca como agente passivo da construção do seu próprio conhecimento. 

Nesse cenário, a participação dos alunos tende a ser pouco estimulada durante as aulas. Com isso, crianças e adolescentes podem se desestimular e deixar de enxergar sentido nas matérias que estudam, dificultando o aprendizado.

Em contrapartida, ações pedagógicas, como, por exemplo, projetos, gincanas e jogos, que colocam os jovens como protagonistas do seu processo de aprendizagem, incentivam a participação dos alunos nas aulas, fazendo com que eles se engajem nas atividades escolares.

Dessa maneira, estudantes começam a relacionar as teorias dos livros com práticas cotidianas e ter mais curiosidade, motivação e senso crítico. Na verdade, as orientações da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) já abordam a importância do engajamento dos alunos da Educação Básica no processo de aprendizagem. 

Segundo o BNCC, entre as dez competências que devem ser desenvolvidas nessa fase da vida, uma delas é produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer autonomia na vida pessoal e coletiva. Para atingir este objetivo, a escola pode se valer, por exemplo, de metodologias ativas, nas quais os estudantes constroem o seu aprendizado ativamente, reforçando a memória positiva sobre o conteúdo. Temos um material completo sobre isso, confira aqui

Assim, além do protagonismo, a participação dos alunos nas aulas fortalece os vínculos entre os estudantes e entre estes e os professores. Isso facilita a troca de ideias e contribui para o desenvolvimento emocional das crianças e dos adolescentes, que se sentem apoiados. Sobretudo neste período de pandemia e aulas remotas, trabalhar a questão afetiva é algo muito importante, pois todos estão mais fragilizados. Dessa maneira, os alunos podem perder o estímulo com as aulas e deixar os estudos de lado.

10 dicas para melhorar a participação dos alunos nas aulas

Mesmo compreendendo a importância de criar aulas mais participativas, muitos professores se sentem inseguros na hora de desenvolver seus planos pedagógicos e escolher as atividades práticas. Pensando nisso, separamos 10 ações simples e efetivas que vão ajudar sua escola e seu corpo docente  nesse desafio.

1. Faça um bom planejamento de aula, mas não se esqueça da flexibilidade

A participação dos alunos nas aulas começa no planejamento.

Encorajar a participação dos alunos nas aulas exige muito planejamento. Afinal, é preciso  pensar nas diversas variáveis que podem interferir na explicação e no engajamento dos estudantes.

Em uma aula expositiva, o professor precisa olhar para sua própria ação, pois os alunos assumem uma postura mais passiva. O cenário muda completamente quando eles se tornam atuantes na construção do conhecimento.

Sendo assim, construir o planejamento de aula junto com os alunos pode ser uma boa solução. Pergunte a eles, por exemplo, que tipo de projeto gostariam de fazer, se preferem realizar um seminário ou debate em grupo, qual tipo de avaliação acham mais interessante, etc.

Tudo isso faz com que a classe torne-se mais participativa, pois os estudantes sentem que sua opinião é valorizada e realmente interfere na dinâmica da aula. Lembre-se de adequar este planejamento ao Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola

É sempre bom lembrar que um bom planejamento não é rígido e deve dar espaço para a flexibilidade. Isso é essencial para que você consiga se adaptar a imprevistos e lidar com posicionamentos que não previu inicialmente.

2. Informe-se sobre os temas da atualidade

Entre os motivos para a baixa participação dos alunos nas aulas está o fato do conteúdo aprendido na escola ser desconectado da realidade. Desse modo, os estudantes sentem que nunca precisarão utilizar o que está nos livros na vida real. Cabe à escola mudar essa visão, caso queira que a sua classe seja mais participativa.

Assim, é importante estar atento aos temas que são manchete de jornais e que estão “bombando” nas redes sociais. A partir daí, procurar maneiras de associar a matéria que ensina a esses assuntos. Isso tende a chamar atenção dos estudantes e engajá-los em debates e pesquisas. 

3. Proponha o desenvolvimento de projetos

O desenvolvimento de projetos, por meio de metodologias ativas, estimulam a participação dos alunos nas aulas.

Outra maneira eficiente de promover a participação dos alunos nas aulas é por meio de projetos. Você pode desenvolver um projeto apenas para a sua disciplina ou criar uma ação em parceria com outros professores.

O importante aqui é que a atividade tenha um objetivo prático e esteja conectada com a realidade dos estudantes. Sendo assim, você pode propor algo para melhorar a comunidade ou a escola, por exemplo.

Preparamos um material completo dando algumas dicas de projetos que propõem a interdisciplinaridade com o cotidiano. Para conhecê-lo, clique aqui.

4. Invista no uso de tecnologia

A tecnologia ainda assusta muitos professores, que podem enxergá-la como vilã do processo de aprendizagem, por trazer distrações para o aluno. Contudo, é necessário desmistificar essa ideia, pois os recursos tecnológicos são ferramentas incríveis para a educação.

Você pode utilizar jogos eletrônicos, lousas digitais, e-books, fóruns de discussões, criação de vídeo e atividades de pesquisa on-line com os estudantes. Também é possível propor o desenvolvimento de projetos educativos envolvendo, por exemplo, a criação de um aplicativo para celular.

Ou seja, as opções são variadas e, com certeza, irão despertar o interesse dos estudantes.

5. Aposte na gamificação

Nessa mesma linha do uso de recursos tecnológicos, é produtivo utilizar a gamificação para promover a participação dos alunos nas aulas. A gamificação utiliza jogos digitais para aplicar conteúdos de forma didática e interativa.

Estima-se que mais de 75% dos brasileiros gostam de jogos eletrônicos, sendo crianças e adolescentes os grandes consumidores desses produtos. Então, trazer esses games para a sala de aula é uma maneira incrível de chamar a atenção da classe e promover participação.

Bons jogos nos quais você pode apostar são:

  • Civilization, ótimo para aprender conceitos de história;
  • Plague Inc, interessante para trabalhar conceitos de biologia;
  • Scratch, ideal para ensinar programação aliada a várias outras disciplinas.

Caso você queira um jogo criado especialmente para o contexto educacional, uma boa opção é o Eureka!, uma ferramenta do SAS totalmente voltada para a aprendizagem lúdica.

6. Proponha desafios ou gincanas

Desafios e gincanas são momentos de descontração, aprendizado e participação dos alunos nas aulas.

Desafios são ótimas maneiras de trabalhar a participação dos alunos nas aulas. O melhor é que você pode propor diversos tipos de desafios, desde um quiz on-line até gincanas, que envolvem várias disciplinas e competições entre turmas.

Essas atividades despertam uma competitividade saudável nos jovens e os estimula a estudar para além da sala de aula, debater e tirar dúvidas.

7. Adote a cultura maker

Cultura maker é o nome dado ao modelo de ensino voltado para projetos manuais. Popularmente conhecido como “do it yourself” ou “faça você mesmo”, em tradução literal.

Nesse tipo de abordagem, as crianças e os adolescentes são incentivados a realizar projetos práticos para resolver problemas do cotidiano. Isso, além de despertar a curiosidade e a participação dos alunos, também incentiva a criatividade, a comunicação e a autonomia.

Nós elaboramos um material especial com três atividades criativas que trabalham o modelo da cultura maker de forma prática na sala de aula. Confira aqui

8. Incentive o questionamento

Incentivar o questionamento faz toda a diferença na participação dos alunos nas aulas.

De nada adianta propor atividades diferentes com os seus alunos, se eles não se sentirem incentivados a questionar. Desse modo, é fundamental que o professor promova um ambiente em que o erro não seja visto como algo ruim, mas sim como uma oportunidade para aprender.

Então, promova debates na classe que tragam diferentes pontos de vista, trabalhe com a sala de aula invertida, monte grupos de discussão. Fique atento aos estudantes que são mais tímidos e têm dificuldades de dar opinião ou fazer perguntas na frente de toda a classe. É  importante que todos participem, mas que ninguém se sinta constrangido. 

Uma solução pode ser a promoção de debates em fóruns online ou mesmo pedir à turma para gravar vídeos individuais que posteriormente serão passados na sala. Nesse sentido, as plataformas LMS podem ser grandes aliadas. 

9. Ofereça feedbacks regulares

Os feedbacks podem ajudar a fortalecer as relações entre estudante e professor, contribuindo para participação dos alunos nas aulas. Afinal, quando a criança ou o adolescente sente-se apoiado pelo docente, é maior a probabilidade dele se dedicar aos estudos e interessar-se pelo conteúdo.

Além disso, oferecer apoio ao estudante que está passando por problemas ou dificuldades, é uma forma excelente de manter a motivação da classe, principalmente no ensino remoto ou híbrido.

10. Trabalhe o espírito de equipe

Os trabalhos em grupo já são propostas pedagógicas que você conhece, certo? Porém, a ideia aqui é trazer o espírito de equipe para a sala de aula. Dessa maneira, é possível formar grupos para uma competição acadêmica ou para trocar experiências sobre determinada situação.

Os grupos também devem ser incentivados nas aulas remotas, pois ajudam a diminuir a sensação de solidão, principalmente agora, com um cenário de isolamento social.

Conte com o SAS!

A tecnologia e o SAS são grandes aliados das escolas no momento de encorajar a participação dos alunos nas aulas.

O SAS é uma plataforma que oferece soluções educacionais para escolas de todo o Brasil.

Entre os serviços disponibilizados estão cursos de formação continuada para professores, consultoria, elaboração de avaliações e criação de materiais didáticos. Além de uma solução de comunicação completa que facilita o relacionamento com pais e alunos, o SAS Conecta.

Cada um desses recursos pode melhorar a  participação dos alunos nas aulas, pois sugere atividades divertidas, participativas e proveitosas, que reforçam a memória positiva dos estudantes e despertam o interesse pelo conteúdo. 

Isso porque, os materiais didáticos do SAS foram criados para incentivar debates em sala e troca de experiências. Já o SAS Conecta, contribui para que docentes e estudantes consigam manter um contato próximo, mesmo no ensino remoto.

Além disso, a formação continuada auxilia na aquisição de novos conhecimentos pedagógicos e vai ajudar docentes e a gestão escolar a desenvolver interações mais coerentes com a realidade dos estudantes. No SAS, a escola pode contar com esse apoio por meio do FOCOS, nosso grupo de formação continuada.

Conheça mais sobre o SAS Educação e vire uma escola parceira! Entre em contato agora mesmo com um de nossos consultores!