Atualizado em 21 de dezembro | 2020 por SAS

A cultura maker, vem do verbo “To make”, significando “fazer” ou então “realizar”. Esse modelo de ensino se baseia na ideia de “faça você mesmo” e, quando implementada na educação, revela a capacidade dos alunos e colaboradores de construir ou alterar, com as próprias mãos, objetos dos mais variados tipos e funções. 

Para a realização positiva dessas atividades, a cultura maker deve se basear num ambiente colaborativo, potencializando a transmissão de informações entre pessoas e grupos e, consequentemente, trazendo muitos benefícios à escola e alunos a curto e longo prazos.

Para entender mais sobre o tema e como realizar a implementação dessa importante cultura na educação, continue com a leitura !

O que é a cultura maker?

A cultura maker é o movimento “faça você mesmo”, como falado anteriormente. Ele tem como objetivo colocar em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, por exemplo. 

A partir da sua implementação na escola, os alunos passam de simples receptores de conhecimento a protagonistas. Por isso, as experiências makers despontaram com força no cenário da educação brasileira nos últimos anos, além de estarem presentes no mercado de trabalho.

Por meio da cultura maker, também foram criadas novas tecnologias, no intuito de munir os envolvidos com ferramentas certas e, a partir do conhecimento construído, buscar e encontrar as melhores soluções para problemas cotidianos.

Ou seja, trata-se de um caminho inovador, que engaja alunos e promove a interdisciplinaridade de forma prática na escola, explorando o raciocínio e fortalecendo as habilidades socioemocionais e criativas. Os trabalhos são, geralmente, executados em pares ou em grupos.

Quais os benefícios da cultura maker na educação?

A cultura maker é uma das metodologias mais usadas no século XXI, uma vez que coloca o aluno como protagonista e, ao mesmo tempo, avalia o conhecimento aprendido.

A cultura maker traz  vários benefícios à escola, por exemplo:

Estimula a criatividade

Ao trabalhar com a cultura maker, o professor pode propor uma atividade em que a solução só é possível de ser executada através de meios práticos, seja por meio de pintura, recortes, reprodução ou construção com lego. 

Dessa forma, o aluno é desafiado a pensar nas melhores maneiras de construir a resposta ideal, através da sua capacidade criativa.

A criatividade é uma competência essencial atualmente, pois forma alunos criativos, prepara-os para o mercado de trabalho.

Desenvolve a autonomia

O trabalho a ser executado na cultura maker depende da procura do aluno e suas habilidades para chegar ao produto final. É ele quem buscará caminhos mais assertivos para obter o resultado. Essa atividade auxilia no desenvolvimento da autonomia do aluno, uma vez que alcançar um bom resultado depende somente dele e do seu grupo.

Melhora a comunicação entre os colegas

Por meio da troca de ideias, motivada pela cultura maker, os alunos aprimoram suas habilidades comportamentais, como liderança, empatia, resiliência, criatividade e inteligência emocional, tornando mais amigável a comunicação entre alunos e interação em sala de aula.

Incentiva o cuidado com o meio ambiente

O tema “meio ambiente e sustentabilidade” deve estar pautado na cultura maker, pois há diversas possibilidades de trazer esse tipo de conhecimento na prática. Desde soluções envolvendo tecnologia e pesquisas mais avançadas, até a elaboração de uma horta caseira ou jogos com sucata.

Influência da cultura maker no dia a dia

As atividades da cultura maker são facilmente aplicáveis, e não é preciso ser especialista para implementá-las no dia a dia escolar.

Além da praticidade sua aplicação influencia positivamente no desenvolvimento criativo e cognitivo do aluno, pois, a partir dela, ele irá aprender habilidades que impactam no cotidiano de formas variadas, como na economia doméstica e sustentabilidade.

Modelos de aplicação da cultura maker na escola

As atividades que buscam trabalhar a cultura maker em sala de aula exigem um bom direcionamento do professor e os materiais disponíveis para a execução.Tendo isso em vista, conheça algumas opções de aplicação dessa cultura na escola, com e sem tecnologia:

Sem tecnologia

  • Produzir brinquedos: a produção de brinquedos com sucatas, por exemplo, estimula a criatividade. Ela pode ser realizada em equipe ou de forma individual. Os alunos se divertem buscando a solução de como chegar no produto final, utilizando os recicláveis.
  • Trabalhar numa horta comunitária: o trabalho com a terra contribui para a formação de cidadãos mais conscientes em relação ao meio ambiente. Também pode ser realizada em grupo, na horta escolar, ou individual, com plantinhas próprias.
  • Realizar projetos que envolvem marcenaria: trabalhar com peças e projetos de marcenaria auxilia no desenvolvimento da autonomia, uma vez que os alunos se sentem capazes de construir e manusear as ferramentas, além de trabalhar a concentração, coordenação motora e matemática.
  • Desenvolver jogos (eletrônicos e manuais): desenvolver jogos com os alunos irá proporcionar momentos pedagógicos ricos, além de desafiar, motivar e engajar a todos. Jogos a partir de materiais recicláveis, como restos de madeira, tecidos, tampinhas, permitirão que a criatividade e interação fluam bem.

Com tecnologia

  • Aulas de robótica: os alunos podem se  tornar inventores de robôs prototipados, por exemplo, para solucionarem um problema proposto. Essas atividades podem estimular e engajar o conhecimento base.
  • Impressora 3D: a impressora 3D é aliada em diversas funções. Ela pode, por exemplo, criar uma variedade de objetos que não precisam ser comprados. Por meio dela, os alunos podem perceber o quão importante é o papel deles na produção, aumentando a autoestima.
  • Eletrônica: trazer conceitos e criações do segmento eletro e eletrônica desafia os alunos a procurar soluções mais ou menos elaboradas, dependendo do grau de escolaridade. Esse modelo de atividade trabalha a criatividade e o pensamento crítico.
  • Informática: utilização de programas variados, sites e afins, para pesquisas e projetos envolvendo a informática, mostrando a importância do bom domínio da ferramenta.

Papel do professor na cultura maker

A cultura maker está revolucionando o aprendizado das futuras gerações de uma forma muito positiva. Não deixe de implementar!

A cultura maker se insere dentro das metodologias ativas de ensino, com a proposta de construir conhecimento e desenvolver habilidades diversas e importantes para a sociedade atual e futura.

O professor, nesse contexto, não é o detentor do conhecimento, mas passa a ser um condutor do saber para que os alunos consigam adquirir mais autonomia nas atividades, dentro e fora do contexto escolar. Ele instiga, desafia, auxilia e propõe as temáticas.

O docente deve propor projetos significativos dentro da cultura maker, que irão agregar no cotidiano e, futuramente, na vida dos alunos. O espaço físico da escola pode ser explorado e adaptado, as aulas e atividades planejadas devem ser baseadas na interdisciplinaridade, criando significação maior para os alunos.

A educação antes e depois da cultura maker

Ao longo do tempo, a cultura maker sofreu modificações, porém sempre esteve presente, de acordo com os recursos de cada época.  Agora, com a tecnologia e a difusão de mais conhecimentos, é possível utilizá-la a favor dos anseios da sociedade atual. 

Traçando uma visão do antes e do depois da implementação de uma cultura maker, tem-se:

Antes:

  • Currículo baseado em conteúdos acadêmicos, apenas;
  • Aulas tradicionais com menos engajamento e motivação;
  • Alunos passivos e que aguardam o professor direcionar as aulas
  • Conhecimentos construídos sem muita conexão com a realidade;
  • Alunos sem muita participação efetiva na escola, com baixa autoestima quanto à crença de que podem solucionar os problemas.

Depois:

  • Professor como facilitador, desconstruindo a figura do detentor do poder e sabedoria;
  • Projetos que agregam na constituição do sujeito e da sociedade;
  • Mais colaboração, pró-atividade e autonomia;
  • Associação dos conteúdos com o mundo real;
  • Alunos engajados, confiantes e motivados.

Agora que você conhece os benefícios da cultura maker e como implementá-la, está na hora de colocá-la em prática! Que tal fazer uma experiência com a sua a turma e compartilhar com a gente?

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