Atualizado em 13 de julho | 2021 por SAS

A sala de recursos multifuncionais ajuda a promover a inclusão na escola, além de fornecer condições de acesso à aprendizagem aos alunos da Educação Especial. Mas lembre-se, essa é uma sala em que todos participam, contribuindo para a construção de uma aula mais diversa e integrada.

A Constituição Federal de 1988, já definia em seu artigo 205 que a educação é um direito de todos e garantia, por meio do artigo 208, o direito a atendimento educacional especializado. 

Em consonância, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, em 2006, ratificada pelo Brasil, pelos Decretos 186/2008 e 6949/2009, com efeito de emenda constitucional, declara a efetivação do direito de pessoas com deficiência à educação, em um sistema que seja inclusivo em todos os níveis. 

Ainda, de acordo com a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (MEC/2008), a Educação Especial deve ser transversal a todos os níveis e etapas. Assim, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) tem a função de complementar ou suplementar à escolarização dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, matriculados em turmas comuns do ensino regular. 

A sala de recursos multifuncionais é uma aliada essencial da escola para a inclusão ocorrer de fato. Confira aqui o que é e como utilizar esse ambiente e seus recursos!

O que é sala de recursos multifuncionais?

Apoio socioemocional, inclusão e plataformas digitais são as bases de uma boa sala de recursos multifuncionais

No século XIX, nos tempos de D. Pedro II, surgiram as primeiras escolas para alunos com necessidades especiais. Por muito tempo, a Educação Especial e a Educação Inclusiva não eram tão próximas, pois existia uma segregação da Educação Especial, cujos alunos não podiam frequentar as aulas regulares. 

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB nº 4024/61) foi um marco importante para essa aproximação, prevendo a integração dos alunos especiais no sistema geral de educação.

Em 2014, com o Plano Nacional de Educação (PNE), foram estabelecidas diretrizes e objetivos para a educação no país. Entre eles está a universalização do ensino regular aos jovens de 4 a 17 anos, portadores de deficiência, transtornos globais ou superdotação.

Este contexto permitiu a criação da sala de recursos multifuncionais. Espaços que fazem parte de políticas públicas inclusivas, não discriminatórias ou segregadas, para que o aluno com necessidades educativas especiais (NEE) tenha assegurado seu acesso à matrícula e participação em turmas regulares, além da oferta de atendimento educacional especializado. 

A sala de recursos multifuncionais conta com equipamentos de informática e tecnologias assistivas, mobiliários adaptados, materiais didáticos e de acessibilidade para a criação de um ambiente de atendimento educacional especializado. A partir disso, a sala de recursos multifuncionais contribui para o desenvolvimento inclusivo da escola e para o fortalecimento do apoio socioemocional dos alunos de forma geral.Além disso, os recursos tecnológicos disponíveis na sala de recursos multifuncionais permitem que os alunos busquem soluções para as tarefas de forma ativa, contribuindo com as demandas do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola. Assim, esta acaba sendo uma iniciativa estruturante para a construção de uma educação mais inclusiva, participativa, diversa e de qualidade para todos.

Qual é o objetivo da sala de recursos multifuncionais?

A sala de recursos multifuncionais é equipada com recursos tecnológicos que dão suporte à organização e à oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE), proporcionado complementar ou suplementarmente ao aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação que está matriculado no ensino regular, de modo a garantir as condições de acesso, participação e aprendizagem necessárias para seu desenvolvimento. 

Qual é a diferença entre sala de recursos e AEE?

As aulas de libras podem ser um espaço de livre circulação dos alunos na sala de recursos multifuncionais.

Eles estão relacionados, porém, não são sinônimos. Assim, o AEE é feito, de forma prioritária, na sala de recursos multifuncionais. Assim, nessa sala é ofertado o AEE, sendo ela espaço e recurso para que esse tipo de atendimento aconteça. 

Porém a sala de recursos multifuncionais pode existir mesmo em uma escola que não possua alunos de AEE, isso porque, entende-se que a escola é o lugar de formação de cidadãos, que são diversos entre si e de diferentes contextos. Desse modo, a sala de recursos multifuncionais pode ser relevante no momento de fornecer esses conhecimentos aos alunos – por exemplo, com aula de libras -, mas também é uma sala equipada com tecnologias que tornam o aprendizado ativo e divertido, com plataformas gamificadas interativas

Quem são os profissionais que atuam na sala de recursos multifuncionais?

A sala de recursos multifuncionais deve contribuir para que a escola cumpra sua função social e estruture propostas pedagógicas que valorizem as diferenças e a inclusão, combinando a acolhida e acesso à participação na classe regular e o Atendimento Educacional Especializado, neste ambiente.  

Para isso, além dos equipamentos, tecnologias e mobiliários adaptados, o trabalho dos profissionais é o que permite a conquista de tais objetivos. Deverá haver um professor que atuará nesta sala e que trabalhará em parceria com o educador da turma regular.

É importante destacar que a sala de recursos multifuncionais é um espaço pedagógico. Assim, o trabalho do professor terá cunho pedagógico, facilitando o processo de aprendizagem e o acesso ao conhecimento para estudantes de forma geral. Por isso, é importante trabalhar com os alunos que a sala de recursos multifuncionais é um espaço para todos.  

Quem são os estudantes que frequentam essa sala?

A sala de recursos multifuncionais é um espaço para todos os tipos de inclusões.

Prioritariamente, a sala de recursos multifuncionais seria para atender: 

  • Estudantes com deficiência: alunos que apresentam impedimentos de longo prazo de cunho motor, intelectual, mental ou sensorial; 
  • Estudantes com transtornos globais do desenvolvimento: os alunos que apresentam alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas interações sociais, nos processos de comunicação ou estereotipias motoras (como alunos com autismo);
  • Estudantes com altas habilidades ou superdotação: alunos identificados com um potencial elevado em diferentes áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas.

Dessa maneira, estudantes com dificuldades pontuais de aprendizagem ou que precisam de reforço escolar não fazem parte do público contemplado com os recursos específicos trazidos nessas salas, demandando outras abordagens pedagógicas e inclusivas. 

Porém, é preciso ter em mente que as salas de recursos multifuncionais podem contemplar a livre circulação dos estudantes, despertando o interesse e fornecendo atividades para os alunos regulares, de modo que a integração seja trabalhada na prática. Caso contrário, caímos novamente na armadilha da segregação. 

Aqui, os recursos como as plataformas pedagógicas digitais podem oferecer apoio criativo para o desenvolvimento de aulas que sejam interdisciplinares e inclusivas. para conhecer mais sobre as nossas soluções, clique no banner. 

Sala de recursos multifuncionais no ensino híbrido e remoto

O ensino híbrido e o remoto trazem desafios, mas também oportunidades para a educação inclusiva. Isso porque é possível utilizar uma ampla gama de recursos, meios e tecnologias na sala de recursos multifuncionais. E isso pode ser benéfico para todos os alunos da escola. 

Um estudo recente do Instituto Rodrigo Mendes, sobre educação inclusiva na pandemia, detectou que a diversificação das práticas pedagógicas é algo que oferece ganhos importantes para este tipo de educação. Assim, a sala de recursos multifuncionais pode ser adaptada de forma positiva e vantajosa nas aulas on-line, pois torna-se possível explorar diferentes recursos tecnológicos que tornam as aulas mais ricas e atrativas aos estudantes, tanto aqueles da AEE, como os demais.

As plataformas digitais e o ensino híbrido só agregam à sala de recursos multifuncionais.

A tecnologia é um elemento cada vez mais essencial nas nossas vidas. Nesse sentido, as salas de recursos multifuncionais torna-se um espaço interessante para os alunos explorarem o aprofundamento no letramento digital, preparando-os para uma inserção na sociedade de modo mais informatizado e inclusivo. 

Muitas plataformas de ensino digital ajudam a estimular habilidades importantes como autonomia, autoconfiança, autodeterminação e outras, favorecendo um desenvolvimento integral do estudante. O SAS, por exemplo, oferece plataformas preparadas para os desafios do ensino híbrido ou remoto. Por isso, podemos ser um importante parceiro da sua escola nesse momento. 

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