Atualizado em 8 de julho | 2021 por SAS

Para Albert Einstein, “a matemática pura é, à sua maneira, a poesia das ideias lógicas”. Como algo tão bonito, importante e indispensável se tornou algo, muitas vezes, encarado com resistência e considerado complicado pelos alunos? 

Para muitos, matemática e diversão não parecem combinar. Mas, com as abordagens da matemática lúdica, é possível buscar vencer esse estigma e estimular o interesse dos estudantes por essa ciência tão essencial em nossas vidas.

Sabemos hoje sobre o poder das metodologias ativas, que transformaram o papel do aluno em sala de aula. O que antes era uma atividade passiva, baseada em ouvir, copiar e memorizar, agora é uma posição de protagonismo, com conexões entre teoria, prática e cotidiano. Com isso, as aulas ganham mais dinamismo, e o estudante mais autonomia sobre o desenvolvimento do seu aprendizado.

A matemática lúdica se encaixa no modelo de metodologias ativas justamente por ajudar a engajar os alunos em propostas interessantes e agradáveis, integrando a realidade do estudante com as atividades que aplicam conceitos matemáticos. Assim, os conteúdos tornam-se mais contextualizados, relevantes e descomplicados para o estudante. 

Que tal compreender mais sobre essa abordagem para adotá-la em seu repertório de práticas pedagógicas? Continue a leitura e descubra mais sobre como e porquê introduzir a matemática lúdica nas suas aulas. Acompanhe!

Qual é a importância de trabalhar a matemática lúdica?

A matemática lúdica é uma metodologia ativa, que pretende tornar o conteúdo menos abstrato e mais divertido.

Embora a ludicidade não seja, de fato, algo recente, tampouco restrito a uma única área do conhecimento, é apenas com a consolidação das metodologias ativas, que ela passa a ganhar mais destaque e espaço escolar. Com o objetivo de engajar os alunos no  protagonismo, a matemática lúdica busca desenvolver o gosto dos alunos pelo aprendizado.

As atividades de matemática lúdica podem ser utilizadas em todos os níveis escolares, pois incentivam a participação dos alunos nas aulas, desde as crianças menores da Educação Infantil, até os adolescentes, com jogos e gincanas no Ensino Fundamental e Médio.

De maneira ampla, o lúdico na educação pode estar presente em brincadeiras, jogos físicos e digitais, em atividades que envolvam criatividade e mobilizem a imaginação e a diversão. As possibilidades são múltiplas. 

Lev Vygotsky, importante representante da psicologia cultural-histórica, indicou que o lúdico contribui para o desenvolvimento dos estudantes por meio dos jogos. Já Piaget, no livro Seis estudos de psicologia, abordou a ludicidade para além da diversão em si, pois ela contribui para o desenvolvimento cognitivo, motor, social e moral das crianças. 

A verdade é que o lúdico tem tudo a ver com a aprendizagem, estando associado à curiosidade, criatividade, à atenção e ao engajamento com as atividades. No caso da matemática lúdica, ela pode ajudar a trazer conceitos mais abstratos e complexos para o dia a dia dos estudantes, incentivando, consequentemente, o interesse dos alunos.

Com a matemática lúdica, ainda é possível evitar a associação direta estritamente com decorar fórmulas – afinal, será possível aplicá-las e contextualizar sua relevância prática, realmente levando o aluno a compreender a lógica por trás dos conceitos

Além disso, ela pode trazer ganhos adicionais, como:

  • Desenvolvimento de habilidades sociais, já que muitas atividades são realizadas em grupos;
  • Aumento da empatia e negociação entre os alunos, pois os estudantes percebem que não são os únicos com dificuldade de entender um assunto mais abstrato;
  • Melhora a comunicação entre professor e alunos, uma vez que o conteúdo torna-se mais interessante.

Dessa maneira, a matemática lúdica é uma grande aliada dos professores, pois apresenta o conteúdo se preocupando com uma linguagem humanizada e tangível, que  minimiza a antipatia da grande maioria dos alunos por essa disciplina. 

Já os alunos são despertados para o prazer do aprendizado. Com a matemática lúdica, eles começam a entender essa ciência como uma importante ferramenta para se comunicarem com o mundo e construírem, no Ensino Médio, de forma desejada os seus Projetos de Vida.

Como trabalhar a matemática de forma lúdica?

Como vimos, a matemática lúdica ajuda a mostrar para os alunos que a matemática não é sinônimo de conceitos difíceis, que precisam apenas ser copiados e memorizados mecanicamente para a prova, sem aplicação prática. 

Trabalhar a matemática lúdica é torná-la mais divertida, interessante e relevante para os estudantes. É incentivá-los a imaginar, falar, pensar, raciocinar, criar hipóteses e questionar enquanto enfrentam desafios que podem estar no dia a dia de qualquer pessoa. É criar um senso de curiosidade, mesmo para conceitos simples.

A matemática lúdica estimula a abertura do aluno para o conhecimento. Para isso, é fundamental levar em consideração diferentes abordagens e atividades interdisciplinares planejadas pelos professores. Assim, a matemática lúdica terá intencionalidade e interface com diretrizes, como as trazidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A partir disso, há diversos caminhos possíveis para trabalhar com a matemática lúdica em sala de aula. Que tal conhecer algumas ideias para se inspirar? A seguir, selecionamos exemplos de atividades práticas  para trabalhar a matemática de forma lúdica em sua escola.

Ensino Infantil

Quantos blocos faltam? O jogo da torre é uma boa estratégia para trabalhar a matemática lúdica no Ensino Infantil.

Brincar é uma das melhores maneiras de aprimorar e incentivar a habilidade de aprendizagem de uma criança, uma vez que ela facilmente se envolve na resolução de problemas, raciocínio e memória.

Durante a brincadeira, as oportunidades para pensamentos e conceitos matemáticos surgem naturalmente. Por exemplo: o que você precisa fazer para tornar uma torre de blocos mais alta? Quantos carrinhos cabem na traseira do caminhão da brinquedoteca? Quantas galinhas, vacas ou porcos há em uma ilustração de fazendinha? 

Além disso, objetos da rotina da criança podem ser utilizados para introduzir conceitos iniciais de soma e subtração. A caça ao tesouro para coletar um certo número de objetos é outro exemplo de atividade que trabalha matemática lúdica. 

Classificar objetos por tamanho, lados, formatos ou outros atributos também pode ajudar as crianças nas primeiras habilidades de geometria. Aqui, a criatividade não tem limites! 

Ensino Fundamental

Matemática lúdica e pensamento estratégico: o xadrez é um jogo interessante para todas as idades.

No Ensino Fundamental, os conceitos começam a ficar mais complexos, mas os jogos ainda podem ajudar. Os baralhos de cartas, por exemplo, podem ser utilizados para praticar operações inteiras, em que os naipes vermelhos são negativos e os pretos são positivos. Se considerarmos o “coringa” como X, o baralho pode ser usado, até mesmo, introduzir equações de primeiro grau. 

Os jogos de tabuleiro, como o xadrez, podem ser utilizados para ajudar a promover o desenvolvimento matemático dos alunos, dando-lhes formas concretas de representar números, fórmulas e hipóteses. 

Outra ideia é a criação de um jogo de memória para que o aluno resolva/reconheça operações de multiplicação, por exemplo, e seus produtos. Assim, nesse caso, uma carta de ” 5 x 10″ teria como par uma carta de “50”, e assim por diante. 

Nessa etapa, combinar ferramentas digitais pode ser uma excelente solução. Isso porque, elas oferecem boas oportunidades de trabalhar os conteúdos da matemática de forma gamificada. Essa experiência digital é desafiadora, divertida e prende a atenção dos alunos. Um exemplo é a plataforma Eureka! do SAS.

Gincanas e competições amigáveis utilizando tecnologias, como a realidade aumentada, para tangilbilizar conceitos matemáticos também podem deixar as aulas mais lúdicas. Além de desenvolver habilidades sociais que são importantes nesse período do desenvolvimento do jovem. 

Ensino Médio

Matriz, derivada e trigonometria ficam mais divertidas no modelo da matemática lúdica.

Nesse segmento de ensino, a matemática lúdica também tem uma função importante. A pressão de obter bons resultados nas provas dos vestibulares e no ENEM, muitas vezes, podem assombrar os jovens do Ensino Médio, levando-os aos conhecidos “brancos”. A matemática lúdica pode ajudar a criar um reforço positivo na memória dos conteúdos, aumentando a possibilidade de obter bons resultados nas provas. 

Por exemplo, quando o professor de Carl Friedrich Gauss solicitou que a turma somasse todos os números de 1 a 100, Gauss, em segundos, chegou à resolução. Que tal apresentar o mesmo desafio para instigar a curiosidade da sua turma? Depois, é possível trabalhar conceitos de progressão aritmética que, a partir disso, serão bem menos abstratos para os estudantes. 

A interdisciplinaridade também pode ajudar a criar atividades mais lúdicas para aprofundar conceitos de matemática. Por exemplo, na aula de inglês, pode-se trabalhar com o vocabulário e interpretação da música Pi, de Kate Brush, e associar a atividade com uma recapitulação sobre números irracionais. 

No Ensino Médio, recursos mnemônicos divertidos também podem ser trabalhados como matemática lúdica, isto é, macetes e músicas para relembrar fórmulas ou regras.

Plataformas de ensino e ensino lúdico

Plataformas digitais e gamificação podem oferecer soluções para trabalhar a matemática lúdica em todas as modalidades de ensino.

As plataformas LMS podem ser grandes aliadas da matemática lúdica em todas as modalidades de ensino. Para isso, é importante escolher uma boa plataforma, que apresente utilidades completas, gamificadas, intuitivas e modernas para seus estudantes. 

Esse tipo de tecnologia deve ser, ainda, dinâmica, contar com atividades diversificadas e interativas, além de estar alinhada com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

É fundamental, também, que o professor tenha acesso a relatórios de desempenho que, além de ajudarem nas metodologias avaliativas, também fornecerão insights de conteúdos que precisam ser revistos ou abordagens lúdicas que mais dão resultados.

Além disso, a plataforma deve contar com soluções personalizadas de acordo com os diferentes perfis – da Educação Infantil ao Ensino Médio -, e oferecer atualizações constantes e implementação ágil e descomplicada. 

O SAS reúne tudo isso, oferecendo um modelo de educação moderno, conectado e engajador. Com o SAS, a sua escola passará a contar com uma ampla diversificação de recursos pedagógicos e possibilidades para trabalhar matemática lúdica com livros didáticos, simulados, plataforma de exercícios gamificada e adaptativa, entre outras soluções.

E então, gostou de saber mais sobre como e por que trabalhar a matemática lúdica nas aulas? Que tal revolucionar as práticas pedagógicas de sua escola com uma plataforma de ensino alinhada à educação lúdica e eficiente? 

Para isso, fale com um consultor SAS e conte com todos os benefícios de nossas soluções personalizadas em educação em sua escola!