Atualizado em 23 de junho | 2021 por SAS

A pautas de reformas e mudanças necessárias à educação brasileira não são recentes e, com a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nos últimos anos, enfim chegamos à última etapa da Educação Básica, que visa garantir a continuidade de outros segmentos e, ao mesmo tempo, adequar-se às aspirações futuras dos jovens de nosso país, cada vez mais marcadas pelas rápidas transformações da sociedade em consonância ao avanço tecnológico. 

Nesse sentido, que tal refletirmos sobre os desafios e benefícios do Novo Ensino Médio? Para ajudar, listamos algumas boas práticas para a implementação do Novo Ensino Médio para você aplicar na sua escola. Acompanhe!  

Para quais desafios e benefícios do Novo Ensino Médio preciso me preparar? 

Inegavelmente, muitos são os desafios e benefícios do Novo Ensino Médio para as escolas.  

Desde a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), há alguns anos, educadores de todo o país se dedicaram a entender como implementar essa nova realidade proposta e, claro, os impactos que tais mudanças trariam para os alunos brasileiros até o Ensino Fundamental. Agora, na última etapa, que corresponde ao Ensino Médio, teremos a oportunidade de, a partir de 2022, trilhar o resto desse caminho e entendermos, em alguns anos, se conseguimos alcançar as expectativas. 

Dos desafios a enfrentarmos: 

  • Duas formatações de Ensino Médio pelos próximos três anos. Isso porque a obrigatoriedade de saírem do segmento com a vivência de Itinerários formativos e Projeto de Vida, por exemplo, se dará apenas a 1ª Série em curso em 2022, podendo, sem prejuízos, as demais séries do segmento concluírem seus currículos como previamente planejados; 
  • Redesenho de Carga Horária é essencial para esse novo momento. Diferente do que muitos temiam, nenhum componente curricular deixa de existir, mas se integrará a um dos grupos dessa nova proposta: ou Formação Geral Básica (FGB) ou Itinerário Formativo, não devendo o primeiro ultrapassar 1800 horas ao longo de três anos, e o segundo, a parte diversificada, que dá algumas possibilidades de escolha ao aluno, e que deve ter no mínimo 1200 horas. Juntas, serão 3000 horas mínimas ao final do Ensino Médio, 1000 horas ao menos, a cada ano, entre FGB e Itinerários; 
  • As avaliações internas e externas deverão passar por mudanças: a primeira, quando oportuno, em decorrência da segunda. O Enem deve mudar em 2024 e, com isso, sua matriz. Desse modo, o primeiro dia deve ser dedicado à FGB e o segundo dia aos Itinerários. O norteamento e treino desse novo formato ficará à cargo das escolas. Uma outra importante mudança é que, em 2026, o ENEM deve ser apenas em formato digital, o que demandará treino de nossos alunos em avaliações também neste formato, ainda nos Anos Finais. Quanto mais cedo tomarem parte nesse processo, mais fácil será a transição para o Ensino Médio. 

Colheremos também bons frutos. Veja: 

  • Alunos protagonistas, que sabem o que querem e cujas escolhas sejam trabalhadas ainda em sua maturação como estudantes e como cidadãos farão parte do contexto dos desafios e benefícios do Novo Ensino Médio. O Projeto de Vida será muito relevante para o norteamento dos jovens em suas escolhas, ao passo que os Itinerários serão a prova disso quando da escolha de uma determinada área do conhecimento, de acordo com os interesses pessoais de cada um deles. 
  • Integração entre os segmentos será uma realidade, desde que passemos a preparar os jovens para os desafios do mundo, ainda nos anos Fundamentais, e que desenvolvamos seu senso crítico e sua autonomia, para que a transição para o Ensino Médio lhes seja de continuidade e não de ruptura. Assim, mais cedo, os estudantes entenderão seu lugar de destaque no processo de aquisição do conhecimento, bem como, desde já, os impactos de suas escolhas. O que fora aprendido desde cedo, gerará ecos na ponta.  
  • Aprendizagens integradas, apresentação de temáticas sob um viés cada vez mais prático no cotidiano dos alunos e atribuição de sentido ao que está sendo aprendido configuram-se como um ganho aos alunos brasileiros, que terão uma formação mais relacionada ao mundo contemporâneo e voltada à resolução de problemas. 
  • Personalização do Ensino tornar-se-á possível sob a perspectiva de parte da carga horária ser diversificada, marcada pela escolha do que, de fato, se atrela ao futuro profissional dos jovens e alinhada às preferências individuais. 

E agora, como dar o primeiro passo? 

Antes de qualquer coisa, é necessário conhecer bem a comunidade que viverá tais mudanças e saber comunicá-las de forma assertiva.  

Para gestores, coordenadores e professores, vale a linguagem técnica, a mostra do redesenho da carga horária, de como a novas proposições se encaixarão na grade e até a leitura da nova versão do regimento da escola. Mas para alunos e pais, não há Novo Ensino Médio, mas um novo segmento a ser vivenciado por esses jovens, porventura com novos desafios a partir do próximo ano. Cabem, portanto, a eles a mostra de qual é o Projeto de Ensino Médio da escola, o que será ensinado e o que tais aprendizagens proporcionarão aos discentes. É preciso deixar claro que as proposições são pertinentes diante dos objetivos que os jovens visam alcançar. 

E para superar e aproveitar os desafios e benefícios do Novo Ensino Médio, será preciso dar alguns passos ainda em 2021. Vale a pena pensar numa consulta aos alunos para entender que áreas lhes são mais afins, em maioria, para que se oferte, a títulos de Itinerários, o que mais lhes apetece.  

A comunicação com os alunos de 9º ano de 2021 e com os pais desta série serão fundamentais, uma vez que estas turmas serão o Novo Ensino Médio de 2022. A sugestão é proporcionar reuniões ainda no segundo semestre deste ano para apresentar o projeto e clarificar o que porventura surja como dúvida.  

Não se esqueça também do professor. Sendo ele a linha de frente, o comunicador direto deste novo formato no cotidiano dos alunos, será preciso investir em formação para este profissional, valendo-se desde às mudanças técnicas à melhor forma de engajar os jovens. O Professor tem o privilégio de, para além dos conteúdos, trabalhar as pessoas, despertar a consciência crítica dos jovens e incentivá-los à busca por resultados inerentes às suas escolhas. 

Você e sua escola não estarão sozinhos nesse tempo de mudanças. O SAS desenvolveu soluções e trilhas para auxiliar seus parceiros na implementação de Trilhas Específicas e Projeto de Vida, por exemplo, além de, por meio de suas Consultorias Pedagógicas, personalizar o redesenho de sua Carga Horária, de modo que se cumpra o que foi estipulado pelos órgãos responsáveis para o Novo Ensino Médio brasileiro. 

Além disso, também preparamos uma webserie especial para ajudar você na jornada de implementação do Novo Ensino Médio, desde os primeiros passos, até o protagonismo do aluno. Confira a webserie Novo Ensino Médio – Rumo ao Novo neste link.

Ficou curioso para saber como o SAS e suas ferramentas podem contribuir com a sua escola, ajudando-a na implementação das mudanças do Novo Ensino Médio, por meio de uma solução completa e integrada?  Clique no banner abaixo e fale com um dos nossos consultores educacionais!

Ângelo Sampaio

Coordenador Pedagógico, autor de material didático e professor da área de Linguagens (Língua Portuguesa e Língua Inglesa), tem experiência com aulas preparatórias para os principais vestibulares do país, como ITA, Fuvest, Unicamp e ENEM. Atualmente, atua como Consultor Pedagógico no SAS.