Atualizado em 4 de fevereiro | 2021 por SAS

O “novo normal” impôs mudanças profundas no processo e ensino e aprendizagem, uma vez que, com a pandemia, milhões de escolas, alunos e pais precisaram se adaptar rapidamente a uma nova rotina de estudos em casa. Nesse contexto, o SAS Cast convidou especialistas para debaterem boas práticas e a importância de manter uma boa comunicação com os agentes escolares. 

A pandemia da Covid-19 trouxe muitos desafios para as escolas e para as famílias, especialmente, em se tratando de dar continuidade ao aprendizado dos alunos. Nesse momento sem precedentes, instituições de ensino, como o SAS, buscaram entregar, de maneira rápida e eficaz, ofertas e soluções que ajudassem as escolas a proporcionarem um ensino de qualidade aos alunos, mesmo de maneira remota e em uma nova rotina de estudos em casa.  

Para criar um momento de compartilhamento de boas práticas, entendendo a importância desse diálogo na nova rotina de estudos em casa, o SAS Cast recebeu a gerente de Consultoria Pedagógica Thais Pianucci, para bater um papo com o diretor de Consultoria Pedagógica do SAS, Marcos Moriggi, e com a jornalista Manuela Altoé. 

Confira os principais pontos abordados! 

Estabelecer uma boa comunicação com os pais é fundamental para as escolas conseguirem engajá-los na nova rotina de estudos em casa.

Quais boas práticas as escolas adotaram no início da pandemia para se comunicarem e manterem o engajamento com as famílias na nova rotina de estudos em casa? 

Marcos Moriggi explica que cada escola tentou encontrar ferramentas viáveis para o seu uso diário, combinando o uso dessas ferramentas para o envio de notícias, informativos, horários de estudos de cada série, roteiros de estudos (disponibilizados pelo SAS), mensagens de professores para os alunos, etc. Tudo isso, para fortalecer o vínculo entre escola, família e alunos. De forma geral, a maioria das escolas utilizou-se do contato direto via grupo de WhatsApp, compartilhamento de informações via redes sociais e pelo próprio site da escola. Algumas se utilizaram, também, de reuniões virtuais com os pais. O Diretor da Consultoria Pedagógica do SAS reforçou o aumento e a consistência da comunicação entre pais e escolas, que sempre foi importante, mas que se fortaleceu, ainda mais, na pandemia.  

A jornalista Manuela Altoé complementa explicando que, no período de isolamento social, comunicar-se proativamente (a escola motivar a comunicação) está diretamente associado a manter o engajamento das famílias. Como a rotina diária de contato está diferente, torna-se fundamental manter um canal de comunicação aberto e constante. Além disso, ela reforça que as escolas devem usar os canais de comunicação que já possuem, garantindo que os grupos de e-mails e telefones estejam sempre atualizados. Ela pontua que, uma forma de perceber isso, é quando voltam muitas perguntas de temas que já foram comunicados antes. Outra boa prática apontada é que a escola tenha uma rotina de comunicação, com dias certos para o envio dos comunicados, pois isso facilita que os pais criem uma rotina, o que gera relacionamento. Outro ponto simples e básico e que faz muita diferença é dar respostas rápidas por e-mail e telefone. 

Thais complementa esse tópico, afirmando que, no fim das contas, a comunicação deveria ter sempre sido uma preocupação, mas momentos como esse a transformam em um grande diferencial para as escolas.  

Como a escola pode aumentar o engajamento dos alunos? 

Moriggi resgata que a pandemia foi um momento de grande transformação nas escolas, de replanejamento das ações e mudanças na rotina de estudos em casa. Para facilitar a transição, o SAS, por exemplo, criou o SAS On-line, uma solução pensada para ser um caminho mais simples para que as escolas e os alunos pudessem acessar os recursos pedagógicos e aumentar o engajamento com o novo modelo de ensino. Essa plataforma concentra os materiais, da Educação Infantil ao Ensino Médio, livros digitalizados, roteiros de estudos para cada uma das séries, e videoaulas. Além disso, os consultores SAS se mantiveram em contato constante com as escolas para ajudar, dar sugestões e orientações quanto ao melhor uso dos recursos.  

Moriggi aponta, ainda, alguns caminhos para as escolas engajarem os alunos nesse momento, já que a grande dificuldade é fazer com que eles mantenham a disciplina de estudos. Nesse sentido, ele sugere a criação de fóruns de discussão entre os alunos sobre os temas trabalhados nas aulas ao vivo e reuniões virtuais entre o professor e seus alunos, para discutir as atividades dos roteiros e, até, para os alunos mostrarem o que estão fazendo e incentivarem uns aos outros. Além disso, as redes sociais são grandes aliadas para relembrar os alunos das rotinas de estudos e ajudar as famílias a se organizarem e se adaptarem às suas rotinas de trabalho, conciliando-as com as rotinas dos filhos. 

Manuela complementa, apontando a necessidade de ter uma comunicação periódica, mesmo já tendo alunos bastante assíduos na utilização das ferramentas, pois sempre vão existir alunos ou famílias que não estão aproveitando as soluções da melhor forma possível. 

Como as escolas podem continuar ajudando os alunos a se organizarem na nova rotina de estudos em casa e, ao mesmo tempo, cuidarem da sua saúde emocional? 

Moriggi explica a importância de ter regras, não no sentido de rigidez, mas de disciplina e organização. Portanto, a escola precisa incentivar os alunos a terem uma rotina e um cronograma de estudos, principalmente, porque há muitas distrações em casa. Entretanto, é fundamental conciliar também com momentos para de lazer, para relaxar em família e, assim, aumentar o vínculo familiar.  

Como podemos orientar melhor as equipes administrativas e pedagógicas das escolas? 

Os especialistas ressaltam que é fundamental a escola passar segurança aos pais de que estão tomando as devidas providencias, para que seus filhos continuem com uma rotina de estudos em casa e para que a aprendizagem seja garantida. Para isso, é necessário criar um canal aberto entre as famílias, para que as escolas possam orientar sobre as ações que estão tomando de forma rápida e eficaz, minimizando o distanciamento e os possíveis ruídos de comunicação. 

A comunicação entre escola e família sempre vai ser melhor, à medida que a comunicação interna da escola se aprimorar, já que a comunicação interna reflete na externa. A escola precisa estar internamente organizada para conseguir passar a segurança para os pais. As dúvidas existentes precisam ser compartilhadas com a equipe, para que cada um possa fazer contribuições e, juntos, serem mais assertivos.  

Entendendo que a Educação Infantil apresenta um desafio maior, quais as orientações específicas para essa equipe pedagógica das escolas? 

Os especialistas comentam sobre a estratégia do SAS, que, nesse sentido, elaborou um roteiro com atividades para as crianças fazerem em casa, com sua família. O material foi desenvolvido com cuidado para que fosse de simples compreensão, pois os pais não são professores e poderiam ter dificuldades de orientar os filhos na rotina de estudos em casa. Algumas dessas atividades já propõem a utilização do Playkids, ferramenta com atividades que estimulam a aprendizagem, por meio da literatura e tecnologia.  

Moriggi orienta que as escolas estimulem o uso desses roteiros e, claro, se for possível, levem mais informações e recursos simples para os pais. Além disso, explica que uma forma de interação é estimular que os pais enviem fotos dos filhos produzindo seus trabalhos ou façam depoimentos de como está sendo a atividade em casa, o que também é importante para estimular outros pais a seguirem o exemplo.  

Quando falamos em Ensino Fundamental e Médio, quais as boas práticas no acompanhamento dos professores com seus alunos? 

Nesse segmento, como os alunos vão ganhando mais autonomia, eles já conseguem se organizar um pouco mais. Investir em ferramentas pedagógicas gamificadas, como o Eureka!, para os alunos do Fundamental, e o Tarefa On-line, para os alunos do Ensino Médio, por exemplo, pode ser um caminho interessante. Ambas as ferramentas permitem com que o aluno trabalhe individualmente em atividades e, o mais importante, geram relatórios para o aluno e para o professor.  

Dessa forma, os professores vão conseguir traçar planos de estudos para a turma ou até para cada aluno.  

É possível viabilizar reuniões de pais no contexto da pandemia? 

Os últimos meses mostram que sim. Os especialistas convidados apontam que essas reuniões são formas de aproximar a escola das famílias e que, se a escola conseguir promover esses momentos on-line com frequência, é fundamental para orientar os pais e abrir diálogo para possíveis dúvidas. Afinal, a formação integral do aluno é papel não apenas da escola, mas da família. 

Para finalizar, Moriggi conclui: 

 “Sempre foi papel dos pais buscar essa educação dos filhos e ter essa parceria com a escola para fazer com que seus filhos aprendam, se desenvolvam e cresçam como cidadãos.” 

Como o SAS pode ajudar? 

Além do SAS On-line, o SAS possui diversas ferramentas e soluções para ajudar sua escola a melhorar a comunicação com as famílias e engajá-las no processo de ensino e aprendizagem no “novo normal”. Quer bater um papo conosco para conhecer melhor as nossas soluções e entender o que podemos fazer pela sua instituição? Clique no banner abaixo e fale com um dos nossos consultores de plantão!