Atualizado em 21 de janeiro | 2021 por SAS

Plano de ensino é uma relação entre os conteúdos que se pretende desenvolver com as disciplinas ofertadas em sala de aula. Nele, metas de ensino e aprendizagem são desenvolvidas. Entretanto, é importante salientar que o plano de ensino, mesmo sendo pré-estabelecido, pode sofrer mudanças durante a sua execução.

Ao dar andamento ao plano, o professor deve estar atento às adaptações, ao acréscimo de novas ideias e à escuta dos próprios alunos. Certamente, a orientação principal é que o plano de ensino seja seguido pelo professor, pois, dependendo da faixa etária, há alunos que guiam seus estudos e se organizam melhor com base neste documento.

A organização, por sinal, é uma finalidade do plano de ensino, pois beneficia estudantes e educadores com etapas e objetivos, trazendo mais clareza aos conteúdos que serão ministrados.

Quais os benefícios de possuir um plano de ensino?

Um plano de ensino bem estruturado, apontando os objetivos, conteúdos, carga horária e recursos utilizados, por exemplo, facilita a vida profissional do educador, pois o docente seguirá o percurso estipulado previamente.

Eventualmente, podem ocorrer mudanças no que está estabelecido no documento, porém não é aconselhado modificá-lo por completo, já que um dos benefícios do plano de ensino é manter a coerência e clareza dos passos a serem executados.

Um plano de ensino gera, também, o aumento da produtividade pois, com as tarefas programadas previamente, é mais fácil visualizar o tempo necessário para a execução de cada uma.

Pensar previamente sobre quais materiais serão utilizados e buscar os conteúdos a serem ensinados dinamiza os objetivos estipulados. Certamente, com uma aula mais ágil os alunos tendem a se envolver e se engajar mais.

Elaborar o plano de ensino proporciona segurança para o professor e para a escola.

E os desafios? 

O plano de ensino é extremamente benéfico, mas também apresenta desafios e complexidades. Uma delas é pensar sobre como variar as atividades, adaptando os planos de acordo com as características de cada turma ou segmento.

Um grupo não é igual ao outro, portanto, realizar certas modificações são indispensáveis para obter um plano que vá mais ao encontro da realidade de cada turma.

Outro desafio constante é encontrar um período no cotidiano do professor para realizar os planos. Uma dica aqui é manter uma lacuna de tempo em meio a rotina já estipulada para confeccionar os planos de ensino, uma vez que nem todas as escolas disponibilizam as horas necessárias para a efetivação dos planejamentos.

Como deve ser um plano de ensino eficiente?

Um plano de ensino deve ser estratégico, flexível, crítico e dinâmico. Durante o seu uso, deve sempre passar por revisões e aprimoramentos, além de considerar condições da escola, momento atual, alunos e embasamento teórico. Trata-se do ponto inicial para que o professor consiga efetuar o planejamento das suas aulas. 

Ele também deve contemplar algumas informações necessárias para que o docente consiga, a partir dele, efetuar sua aplicação prática, tais como: objetivos, metodologia, materiais e recursos, cronograma e a determinação das estratégias de ensino a serem empregadas. 

Ao refletir sobre estes fatores, a construção do plano de ensino tende a ser mais eficiente, pois todos os elementos que compõem a prática em si estarão ali explícitos.

Ao mesmo tempo que o plano informa os conteúdos e recursos a serem utilizados, o professor precisa estar em constante reflexão sobre seu contexto, mediante as turmas em que vai aplicá-los.

O plano de ensino é um documento planejado previamente, mas que se adequa à cada turma e escola.

Passos para a elaboração do plano de ensino

Trazendo os elementos para a composição do plano de ensino de forma mais profunda, abaixo, apresentamos os tópicos mais importantes para que o plano esteja bem alinhado:

1. Dados de identificação

Comece colocando seu nome, nome da disciplina, ano e turma. Caso seja uma escola de grande porte, coloque o turno também, para facilitar a identificação.

2. Defina o público-alvo

Antes de iniciar a construção do documento, o docente precisa definir para quais alunos irá redigi-lo. Sendo assim, cada um dos anos recebem o mesmo plano? Nesse caso, a resposta é: nem sempre.

Os alunos, mesmo estando no mesmo ano, possuem ritmo e características diferentes de aprendizagem. Dessa forma, é viável fazer um plano único, mas refletindo sobre o funcionamento próprio de cada turma.

3. Faça a definição do Sistema de Avaliação dos Alunos

Ao finalizar o plano de ensino, é importante e imprescindível, refletir como será efetuada a avaliação dos estudantes. Não precisa ser, necessariamente, uma prova ou trabalho. Entretanto, o conteúdo pode vir a ser o fio condutor para uma avaliação futura. 

Avaliar a participação do aluno, o engajamento e postura durante as aulas são formas de efetivar a avaliação. É interessante que o docente exerça sempre uma postura reflexiva sobre o que deu certo e o que poderia ser melhorado ao finalizar o plano de ensino.

Caso haja pontuação para composição de notas, deverá constar, também, o percentual.

4. Objetivos

O ponto central do plano de ensino é composto pelos objetivos geral e específico, em que as metas de ensino e aprendizagem serão bem esclarecidas. Na composição dos objetivos, é interessante pensar em propostas de intervenção pedagógica sob um olhar investigativo. 

Para realizar os objetivos de forma eficaz dentro do seu plano de ensino, primeiramente, faça alguns questionamentos, como: “o quê“, “para quê“, “como” e “com o quê” vai ensinar, deixando, assim, suas metas claras e precisas.

5. Conteúdo programático

São os conteúdos contemplados durante as aulas que compõem as diretrizes curriculares e são determinados para o estudo durante o ano. Deve ser detalhado juntamente com os pontos principais a serem abordados (objetivos, metodologia, avaliação, entre outros).

O conteúdo programático é o tema do plano de ensino, portanto deve estar alinhado com o currículo da escola.

6. Metodologia

São as estratégias de ensino que irão reger o plano de ensino e os materiais utilizados para compor as aulas. Você irá descrever o que será utilizado na aula, as etapas e como fará para desenvolver as atividades da melhor forma possível.

Por exemplo: oficinas de artes com argila, após discussão sobre determinado artista; leituras e debates de textos; trabalhos em grupo ou individuais. 

Nesse caso, tenha muita atenção com o tempo para que sua programação seja respeitada dentro do período estipulado. Entretanto, permita-se ajustá-lo, caso seja necessário, para que os objetivos finais se cumpram.

7. Referências

O professor deve informar em um bom plano de aula quais as referências utilizadas e as fontes das quais extraiu as atividades que formam o plano de ensino. Relacionar as referências é indicar não apenas os livros, mas sites, revistas e tudo o que foi consultado para que o material fosse elaborado.

8. Tempo de duração

É fundamental calcular o tempo para as propostas pedagógicas colocadas no plano de ensino. Ademais, aqui entra em pauta, novamente, a necessidade de um plano para cada turma, pois os alunos não atuam da mesma forma de um grupo para outro.

Enquanto algumas turmas são mais centradas e ágeis, outras demandam mais tempo. Uma dica interessante é deixar sempre uma atividade de reserva, caso terminem tudo antes, como um caça-palavras sobre o tema da aula, por exemplo.

Eventualmente, a escola pode apresentar algum documento padrão de plano de ensino para que todos os docentes sigam. Porém, mesmo que a instituição forneça isso, o professor precisa dominar bem a elaboração do plano, para conseguir evoluir as suas aulas com mais segurança.

Uma vez elaborado, o plano de ensino gera benefícios para todos os envolvidos com o processo de aprendizagem dos alunos.

Bônus! Plano de ensino híbrido

O ensino híbrido exige um plano diferenciado, pois utiliza recursos tecnológicos e tem como objetivo tornar a aprendizagem mais significativa, colaborativa e completa, por intermédio destes recursos.

A metodologia, por exemplo, no ensino híbrido, contempla uma das formas descritas abaixo:

  • Modelo de rotação: os alunos intercalam entre atividades e espaços diferenciados, por exemplo, um momento na sala de aula e outro on-line, por meio de  tablets;
  •  Sala de aula invertida: os alunos são protagonistas, estudam um assunto e, depois, discutem e esclarecem dúvidas com os docentes, seja presencialmente ou por vias on-line;
  •  Laboratório rotacional: utilizam a sala de aula e, posteriormente, o laboratório de informática, intercalados em grupos;
  •  Rotação individual: feita de forma individual, o aluno passa por espaços distintos que constroem o processo de aprendizagem.

No modelo híbrido, cronogramas e avaliações tendem a ser adaptadas, e o professor deve estar atento a esses detalhes ao compor seu plano de ensino.

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