Atualizado em 1 de outubro | 2020 por SAS

Avaliar alunos pode ser uma tarefa complicada, uma vez que as avaliações tradicionais podem não representar o desenvolvimento real e a aquisição de informação dos alunos, devido ao nervosismo, por exemplo.

Pensando nisso, diferentes escolas têm aderido à avaliação formativa, por ser um método atual, que acompanha, mais naturalmente, o desempenho do aluno. A avaliação formativa tem, como principal objetivo, avaliar se o aluno conseguiu construir conhecimento a partir dos conteúdos abordados em sala de aula. 

O psicólogo educacional, Benjamin Bloom, traz, em seus estudos, a avaliação formativa como sendo uma verificação da compreensão do estudante, em relação aos objetivos de aprendizagem, que pode ser um tópico personalizado, de instituição para instituição. 

Por ser um método muito novo, é normal que gestores e professores tenham dúvidas. Por isso, para saber mais sobre a avaliação formativa, seus benefícios e aplicação, continue com a leitura!

O que é avaliação formativa?

A avaliação formativa tem como principal função controlar e identificar a evolução de aprendizado dos alunos. É realizada várias vezes ao longo de todo o ano letivo, analisando se os alunos estão atingindo as metas e os objetivos de ensino.

Uma das grandes competências da avaliação é averiguar se os alunos conseguem avançar as etapas de aprendizagem estipuladas, conforme a previsão realizada no início do ano.

Através desse formato, os estudantes conseguem ter mais dimensão dos seus pontos fracos e fortes, entendendo onde estão acertando e o que é preciso melhorar. O professor, nesse processo, é o orientador e o guia, tornando o aluno protagonista da sua construção de conhecimento.

Com caráter pedagógico, a avaliação formativa é um excelente recurso para o  professor, uma vez que representa uma excelente ferramenta para identificar lacunas no percurso de aprendizagem, evidenciando problemas, seja no desenvolvimento pessoal do aluno, ou no sistema de ensino. 

Dessa forma, é possível intervir, planejar e agir em diferentes formatos, auxiliando o aluno, para que ele prossiga evoluindo com seu conhecimento.

Benefícios e desafios da avaliação formativa

O aluno que passa pela avaliação formativa adquire  uma melhor consciência dos seus erros e acertos, podendo, assim, sistematizar melhor os estudos, para que consiga atingir os objetivos e os rendimentos necessários, a fim de  construir um bom aprendizado naquele ano letivo.

A avaliação formativa não deve ser um alvo de tensão por parte dos estudantes, mas deve ser vista, justamente, como algo positivo e que irá evitar problemas futuros, como defasagem em algum conteúdo.

Ao ponto de vista do professor, a avaliação formativa é o instrumento de controle de qualidade, pois é através dela que será feita a averiguação do nível de compreensão do conteúdo ensinado.

O papel do professor (nesse caso, como um engajador) deve ser:

  • Repensar sobre suas práticas, traçando novas estratégias;
  • Destoar o aspecto negativo que os estudantes possuem sobre o processo avaliativo.

Sendo assim, os resultados da avaliação formativa são benéficos para a identificação do aprendizado dos alunos, dando oportunidade para a escola dar apoio, reorganizar, compreender a fundo os pontos de melhoria e refletir acerca deles para, assim, propor soluções.

Como aplicar essa estratégia no dia a dia?

A aplicação da avaliação formativa deve ser condizente com os objetivos de aprendizagem e, principalmente, não gerar ansiedade nos estudantes.

No dia a dia, a avaliação formativa é benéfica, uma vez que promove um feedback imediato de como estão as interferências pedagógicas em sala de aula, proporcionando um conhecimento mais amplo do ensino e aprendizagem, que é extremamente útil  aos docentes e estudantes.

Partindo para a avaliação prática, a sugestão abaixo pode ser utilizada como exemplo para a aplicação de  uma avaliação formativa em sala de aula: 

Fonte: Pontobiologia

Assim como levantar as seguintes perguntas:

  • Tive facilidade em;
  • Tive dificuldade em;
  • O que eu acho que precisa melhorar;
  • Meu trabalho merece nota x;
  • Gostaria de dizer, ainda, que.

O exemplo de avaliação formativa e as demais perguntas mostradas acima levam o aluno a uma reflexão sobre ele mesmo, exigindo autoconhecimento e controle sobre a sua responsabilidade, frente aos conteúdos já vistos em aula.

Deixar o espaço aberto para o diálogo, conforme a frase: “ Gostaria de dizer que..” gera mais confiança na escola e proximidade com o professor, desconstruindo a figura autoritária e fazendo-o assumir o papel de facilitador.

Sendo assim, antes dos alunos iniciarem, é importante esclarecer alguns pontos sobre a avaliação formativa, para que se sintam motivados a responder as perguntas de forma sincera. É interessante pontuar os ganhos que os próprios estudantes adquirem por meio  da avaliação, frisando que é uma forma de potencializar o ensino e um momento de expressarem suas opiniões.

Ao longo do percurso educacional, a avaliação formativa agrega na qualidade do ensino, pois há uma percepção em torno dela que se fundamenta muito além de uma simples memorização ou aquisição. Ela aborda uma preocupação com a satisfação pessoal do aluno.

Alguns métodos que podem ser trabalhados

A forma de aplicação e seleção de perguntas pode auxiliar, ainda mais, no feedback e na predisposição do aluno a realizar a atividade.

Alguns métodos são indicados como meios de aplicação de uma avaliação formativa. Lembre-se que sempre deve ser feito de forma dialógica, para que os estudantes se sintam parte fundamental dela. 

Dessa forma, alguns dos métodos mais indicados são os seguintes:

  • Simulados: uma boa opção é fazer um simulado on-line, aliando tecnologia às questões trabalhadas na avaliação formativa.
  • Seminário: promover uma discussão em grande grupo é um formato de trabalho mais aberto. O professor precisa ter um olhar maior sobre aqueles alunos mais retraídos, pois eles podem não se sentir à vontade para expor suas ideias.
  • Trabalho em grupo: organizar uma discussão em grupo pode ser um formato interessante, cabendo ao professor identificar a melhor forma de apresentação do trabalho: cartazes, apresentação de powerpoint ou oralmente.
  • Autoavaliação: conforme o modelo apontado no texto, a autoavaliação é o espaço onde o aluno escreve individualmente, refletindo sobre suas questões pessoais com relação ao ensino.

Cabe ao docente e coordenador optarem pelas melhores abordagens avaliativas, conforme o perfil da turma. É possível mixar as avaliações em determinados períodos ou manter o mesmo formato avaliativo como padrão, durante o ano letivo.

A partir dos feedbacks recebidos, os professores poderão repensar suas práticas, otimizando-as. Dessa forma, é importante que ele também seja receptivo aos pontos de melhorias direcionados a ele.

Como utilizar os resultados?

Os resultados exercem função essencial na avaliação formativa, pois é através deles que é possível mensurar os pontos fracos e fortes do ensino que está sendo ofertado aos alunos.

É preciso realizar uma análise por todas as partes envolvidas no procedimento de avaliação, ou seja, desde o aluno, até a coordenação, para que as decisões pedagógicas sejam tomadas em conjunto.

Para o professor, a atitude mais consistente é dialogar, refletir e democratizar a avaliação, uma vez que ainda há uma construção ideológica muito forte de que o aluno só aprende quando submetido à provas.

Os diagnósticos finais dos resultados da avaliação formativa é um convite para repensar as práticas, pois a intervenção junto ao aluno é imediata e possibilita os devidos ajustes de forma mais rápida.

Sobre o SAS

A avaliação formativa é uma tarefa muito importante, mas que ainda demanda muita construção da parte de todo o contexto escolar e, até mesmo, social. 

Pensando nisso, o SAS oferece toda uma linha de produtos educacionais e avaliativos voltados ao protagonismo do estudante, por exemplo:

Para diagnosticar lacunas de aprendizados importantes na evolução do aluno:

  • Avaliação diagnóstica (1x por ano).

Para acompanhar a aprendizagem do aluno:

  • Provinha SAS (1x por ano);
  • Avaliação acadêmica (2x por ano).

Para fortalecer uma experiência fiel aos dias de provas importantes:

  • Simulados ENEM (6x por ano);
  • Simulado Fuvest (2x por ano);
  • Simulado Unicamp (1x por ano).

Além dessas, o SAS ainda realiza um diagnóstico da turma e/ou escola, gerando um relatório de desempenho sobre as avaliações, por meio do qual  o professor recebe um plano de ação personalizado por aluno, reforçando a atenção nos pontos de dificuldade.

Quer saber como o SAS pode ajudar sua escola na missão de transformar pessoas por meio da Educação de Excelência? Clique aqui e fale com nosso time de consultores.