Estratégias avaliativas para o ensino remoto e híbrido

junho | 2020

Escolas de todo Brasil estão se preparando para o retorno às aulas presenciais e, neste contexto, também é necessário definir estratégias avaliativas que consigam mensurar, de forma eficaz, quanto os alunos conseguem aprender em um contexto de ensino remoto e híbrido. 

O ano de 2020 começou repleto de desafios para as escolas de todo o mundo. Desde março, estamos vivendo transformações na concepção da sala de aula, nas interações escolares e nas metodologias de ensino. Hoje, essas escolas romperam barreiras seculares relacionadas à forma de ensinar e aprender e vivem um momento de disrupção que, também, traz incertezas. 

Além de lidar com o medo do retorno às aulas presenciais, a busca por estratégias avaliativas eficazes para o contexto de ensino remoto e híbrido se tornou cada vez mais intensa. Afinal de contas, quais são essas estratégias que podem ser direcionadas para um contexto on-line

Neste sentido, separamos 7 dicas que ajudam professores e gestores escolares a se prepararem para essa nova realidade, promovendo algumas reflexões sobre as tendências educacionais e o papel pedagógico das avaliações escolares. 

  1.  Desconstrua a ideia da avaliação como atividade-fim 

Para o ensino remoto e híbrido, um dos primeiros passos é considerar que a avaliação não se destina apenas à composição de notas para aprovação dos alunos. Como muitos teóricos já preconizam, a avaliação não é apenas um método, mas, sim, um processo que perpassa todas as esferas sociais. Sendo assim, procure tornar o processo avaliativo uma prática cotidiana da escola e não apenas atividades-fim, ou seja, pontuais. Isso significa que o professor deve estimular os alunos a fazerem pequenas entregas semanais para ter diagnósticos constantes do desenvolvimento de sua turma. Essas atividades vão além das tarefas de casa ou listas de exercícios. É possível estimular os debates, discussões, projetos com entregas periódicas, entre outras atividades, e criar, nos alunos, a familiaridade com esse processo, desenvolvendo, inclusive, disciplina e rotina. Importante: a autoavaliação também é um tipo de avaliação extremamente enriquecedora. Estimule isso nos seus alunos. 

  1. Priorize o desenvolvimento de habilidades 

O contexto avaliativo, que usa a prova sem consulta como instrumento, gera tensão nos estudantes e, por vezes, afeta a identificação do real nível de aprendizagem da turma, por conta de fatores subjetivos, que vão além desse instrumental. Isso ocorre quando o foco da avaliação está pautado em mensuração de conteúdo. Dessa forma, considere promover avaliações que prezem pelo desenvolvimento de competências e habilidades, desafiando-os a utilizar ferramentas que contribuem para o seu aprendizado, por meio da construção de conhecimentos práticos. Atividades em grupo, produção de podcasts, apresentação de projetos e estações de rotação podem se tornar atividades prazerosas e, de quebra, gerar insumos para que o professor realize a mensuração necessária para a composição de notas. 

  1. Considere substituir as provas tradicionais por avaliações com base em projetos e problemas 

Muito explorados nas metodologias ativas, os modelos de aprendizagem baseados em projetos e problemas (PBL) permitem que professores e alunos possam movimentar conhecimentos teóricos na busca pela solução de problemas reais e, assim, tornam-se modelos avaliativos que consideram o repertório do aluno e um contexto social, promovendo, não somente a interação entre pares, mas a materialização de um conceito. Um bom exemplo é trabalhar com cases, atividades com base em árvore de escolhas ou construção de protótipos simples que gerem significado ao aluno e permitam mensurar os níveis de aprendizagem a partir da entrega feita. 

  1. Utilize atividades gamificadas 

Diferente do que se pensa, as atividades gamificadas não são apenas a transposição de atividades tradicionais para um ambiente lúdico. Esse modelo avaliativo preza pelo desenvolvimento progressivo de habilidades essenciais e estimula o aluno a buscar o conhecimento necessário para atingi-las sem se sentir pressionado pela aprovação. O desafio proposto nessas atividades permite que os estudantes se coloquem na posição de aprendizes, abertos a movimentar os conhecimentos necessários para vencê-lo e, com isso, se tornam mais protagonistas na busca pelo seu próprio desenvolvimento de aprendizagem. Por isso, além de promover um espaço de engajamento, as avaliações em formato gamificado tornam-se um excelente recurso de diagnóstico real de aprendizagem para o professor. 

  1. Busque ferramentas que possam trazer diagnósticos ao professor 

Considerando todo o contexto digital, que nos permite ter contato com diversos recursos avaliativos e de interação com os alunos, procure priorizar o uso de ferramentas robustas que tragam diagnósticos mais assertivos ao professor. Hoje, já existem diversas plataformas que ofertam atividades 100% digitais e que geram relatórios de desempenho da turma. Além de otimizar o tempo de correção de atividades, os dados podem ser grandes parceiros nas tomadas de decisão por parte do docente, principalmente agora, que ele está distante do contato físico com a turma em sala de aula. 

  1. Considere a avaliação diagnóstica no retorno às aulas 

Com todas as mudanças bruscas que escolas do mundo todo vêm passando neste ano, é fundamental considerar a aplicação de avaliação diagnóstica logo no retorno às aulas, como uma ferramenta crucial para identificação de gaps e tomada de decisão. A mudança do ensino presencial para o ensino remoto durante a quarentena pode ter ocasionado lacunas de aprendizagem que precisam ser mapeadas antes da virada do ano letivo, para que possam ser desenvolvidas em tempo hábil, priorizando a aprendizagem consistente dos alunos. 

  1.  Promova a aprendizagem colaborativa 

Mais do que avaliar, aprender se torna prazeroso quando é uma atividade compartilhada. Quando alunos têm a oportunidade de compartilhar seus conhecimentos, eles se tornam mais protagonistas e confiantes para interagir com seus pares. Além do desenvolvimento cognitivo, a aprendizagem colaborativa promove o desenvolvimento de habilidades socioemocionais fundamentais para a jornada escolar e formação cidadã dos alunos. 

Essas são algumas iniciativas que podem ser colocadas em prática nas escolas de todo o país, promovendo o desenvolvimento de aprendizagem consistente e respeitando as individualidades de cada uma.  

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*Este artigo é de autoria de Giovana Alfredo – Especialista Educacional no SAS Plataforma de Educação 

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