Atualizado em novembro | 2020 por SAS

Os exames de seleção para as universidades estão se aproximando, e o bom desempenho dos alunos na redação de vestibulares deve ser visto como um ponto de atenção fundamental na estratégia das escolas.  

Falar sobre as redações de vestibulares sempre foi algo difícil. Esta etapa das avaliações possui grande impacto na nota final do aluno e requer bastante prática por parte dos estudantes, o que gera forte tensão e insegurança nesta reta final.  Mas não é só o aluno que é impactado pela importância da redação nos vestibulares, os professores também, uma vez que precisam passar por intensa preparação e constantes atualizações, a fim de garantir o melhor auxílio aos alunos nesta jornada. 

Para tratar do tema, o SAS Cast recebeu a Larissa Souza, Supervisora do laboratório de redações do Colégio Ari de Sá, o professor do PPA em Brasília, Rafael Riemma, e o diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS, Ademar Celedônio, para um bate-papo sobre os principais aspectos das redações dos vestibulares. 

Como trabalhar temáticas sem tentar adivinhar o tema da prova? 

Neste quesito, ambos professores falam que o principal para garantir uma boa nota na redação não é saber o tema, mas estar familiarizado com a estrutura da redação, principalmente, a do ENEM, que segue sempre a mesma lógica de dissertação. Quando o estudante domina a estrutura e as regras pelas quais ele será avaliado, não há necessidade de adivinhar o tema com antecedência. 

O laboratório de redação realmente é uma necessidade nas escolas? 

Larissa considera o laboratório fundamental para garantir uma boa escrita do aluno. No colégio Ari de Sá, o laboratório funciona a partir do fundamental I, com o objetivo de desenvolver uma boa escrita no estudante, desde cedo. Para a professora, a redação é muito importante e engloba muito mais aprendizados do que, apenas, o vestibular, afinal, o aluno precisa dominar a escrita em todas as áreas do conhecimento. 

Para complementar, Larissa pontua que é essencial que o laboratório dê continuidade ao que foi desenvolvido em sala de aula, uma vez que os ambientes precisam estar alinhados para não confundir o estudante. 

Segundo os especialistas, possuir um laboratório de redação na escola é um bom caminho para fortalecer a escrita do aluno, gerando bom desempenho na redação de vestibulares.

Como os laboratórios de redação têm se adaptado a esses tempos de distanciamento? 

No PPA, em Brasília, os alunos continuaram escrevendo suas redações e treinando, mesmo durante o período remoto. Para Rafael, esse treino regular é essencial e deve ser contínuo, pois, a partir do treino constante é que ocorre a melhora na qualidade de escrita do aluno. Para auxiliar no recebimento e correção das redações nesse período, o PPA está utilizando uma plataforma on-line. 

Já no colégio Ari de Sá, as produções de texto foram realizadas, inicialmente, via e-mail. Entretanto, passaram a ser feitas via chamada de vídeo. De acordo com a professora Larissa, o número de atendimentos aumentou surpreendentemente com o novo modelo, representando número superior aos atendimentos realizados em 2019. 

Como determinar um equilíbrio entre oralidade e rebuscamento? 

Para o professor Rafael, precisão vocabular, linguagem clara e objetiva, valem mais do que o rebuscamento. Ele complementa dizendo que, embora o nível de linguagem do aluno seja avaliado, é importante que o aluno saiba se expressar e mantenha sua linguagem uniforme durante o texto. Muitas vezes, os estudantes utilizam uma linguagem rebuscada que não se mantém no restante da redação. 

É importante o professor de redação estar na banca de correções do INEP? 

Há alguns anos, para participar da correção das redações do ENEM o professor precisava ser convidado. Recentemente, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) tornou mais acessível fazer parte da banca corretora, na qual é necessário se inscrever e passar por uma seleção, que dará acesso ao curso preparatório. Os professores serão avaliados ao final deste curso, e os que passarem tornam-se corretores. 

Larissa, como supervisora do laboratório do Ari de Sá, incentiva que todos os seus 16 professores façam, pelo menos, o curso preparatório. Para ela, esse curso os mantém atualizados em relação ao que será cobrado na redação de vestibulares e os capacita, ainda mais, para corrigir os materiais dos alunos.  

Para concluir, o professor Rafael comenta a importância do INEP ter divulgado em seu portal on-line, pela primeira vez, o manual dos avaliadores, mostrando, de forma mais clara, qual olhar que o corretor tem na dissertação do ENEM. De acordo com o professor do PPA, esse conteúdo é um verdadeiro “tesouro” na mão dos professores, visto que, agora, eles poderão orientar seus alunos com maior precisão. 

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