Atualizado em setembro | 2020 por SAS

O ano de 2020 nos surpreendeu com um cenário atípico. Professores foram desafiados a buscar novas estratégias de ensino on-line para realizar atividades não presenciais, sem diminuir a qualidade da aprendizagem. Nesse contexto, diversas alternativas foram pensadas para possibilitar que os alunos continuassem aprendendo. 

Um estudo, publicado pelos estudiosos Swapna Kumar, Florence Martin, Albert Ritzhaupt e Kiran Budhrani, no jornal de acesso aberto Online Learning, explorou estratégias de ensino on-line, adotadas por oito profissionais premiados nos Estados Unidos.  

Em entrevista, os especialistas descreveram práticas que se destacavam na estrutura de seus cursos, permitindo que os alunos desenvolvessem autonomia, comunicação, e que produzissem informação e conhecimento. Nas metodologias, os alunos são convidados a analisar, comparar, avaliar e aplicar o conhecimento aprendido.   

O estudo com acesso gratuito explorou estratégias de ensino on-line, adotadas por oito profissionais premiados nos Estados Unidos.

As abordagens eram focadas em 5 percepções:  

  1. Autenticidade e materiais relevantes que se conectam com a prática 

A utilização de recursos externos relacionados ao tema estudado possibilitou que os alunos aprendessem, por meio de situações reais, ancorando os seus conhecimentos e trazendo aplicabilidade para o conteúdo, o que tornou a aprendizagem mais significativa. Os alunos utilizaram notícias, podcasts e vídeos, como recursos para análises e interpretações.  

“Exemplos de tais recursos foram trechos de gravações de um programa de rádio, transmitido semanalmente, relacionado aos tópicos do curso.” 

  1. Uso de recursos multimídia 

Com a diversidade de materiais, surgiu a necessidade de apresentá-los em diversos formatos, como vídeos, músicas, artigos, podcasts, tornando o momento mais dinâmico e atrativo. Os entrevistados destacaram a riqueza em utilizar uma variedade de recursos, que, além de conseguirem atender diversas formas de aprendizados, permitem que o aluno desempenhe um papel ativo.  

“Os alunos têm acesso a uma quantidade enorme de recursos, artigos e práticas recomendadas atualizadas. Mas é importante, especialmente no aprendizado on-line, pois você tem uma variedade de ferramentas de aprendizado. Você não pode simplesmente ter texto.” 

  1. Criação de conteúdo digital pelos alunos de forma individual e colaborativa 

Além de disponibilizar os recursos, os professores ainda desafiavam os alunos a se expressarem e criarem seus próprios conteúdos digitais individualmente e coletivamente, interagindo uns com os outros de forma síncrona e assíncrona, por meio de ferramentas escolhidas pelos alunos. Várias estratégias foram compartilhadas, como:  

  • Leitura de artigos e textos críticos, para a criação de apresentações curtas, como podcasts
  •  Criação de debates on-line, sobre as vantagens e desvantagens de um tópico estudado. Os debates acontecem de forma síncrona ou assíncrona.  
  1. Reflexão dos alunos sobre a aprendizagem 

Nos cursos apresentados no estudo, as avaliações eram formativas e somativas, utilizando diferentes atividades. Os alunos eram convidados a refletirem sobre o percurso do seu aprendizado, analisando seu próprio desempenho. Foram utilizados fórum de discussões, questionários, autoavaliações, avaliações de pares, trabalhos finais, exames, entre outros formatos.    

“Um tema comum que surgiu nas entrevistas foi o uso de avaliações, que ajudaram os alunos a avaliar sua própria aprendizagem e refletir sobre ela. Este também ajudou os instrutores on-line a identificar lacunas de conhecimento individuais e coletivas.” 

  1. Explicação do propósito 

Toda a metodologia, a finalidade das avaliações e os recursos utilizados pelos professores eram explicados aos alunos, para que eles compreendessem o propósito do curso. A clareza e a transparência fazem com que os alunos aumentem a confiança e sejam mais propensos a assumir um papel ativo e de mais responsabilidade no seu aprendizado.  

“Os alunos precisam entender o que eles estão buscando e como nós vão passar, eu forneço um caminho para eles. Eu explico por que estamos avaliando certos tipos de aprendizagem. Por que você está respondendo a este questionário? Por que você está se envolvendo neste debate? O que é que você deve saber ao longo deste caminho, para que saia do outro lado?” 

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*Este artigo é de autoria de Gleiciane Freire – Especialista Educacional no SAS Plataforma de Educação