Atualizado em 29 de setembro | 2021 por SAS

No 6º episódio do PodCompartilhar, série especial do SAS Cast sobre Projeto de Vida, o psicólogo Henrique Angelo aborda como os pais e responsáveis podem contribuir para a produtividade e bem-estar dos jovens.

No sexto episódio do PODCompartilhar, série de podcasts do SAS Cast que funciona como um canal aberto de conversa com os familiares de nossos alunos para discutir o Projeto de Vida dos jovens, o psicólogo Henrique Angelo, especialista em aprendizagem e orientação parental, compartilha seus conhecimentos para enriquecer a atuação de pais e responsáveis quando o assunto é produtividade e bem-estar no contexto juvenil. Confira os principais aspectosabordados neste episódio! 

A origem do conceito de produtividade e bem-estar 

No início do episódio, Henrique Angelo analisa o significado de “não fazer nada”, ponderando que não existe “não fazer nada”, sempre estamos fazendo alguma coisa. Ele conecta diversas ideias para tecer a conclusão de que o fazer nada muitas vezes está relacionado ao não fazer algo produtivo.  Por que, no mundo de hoje, tanta gente se preocupa com produtividade (se estamos indo bem na escola, no trabalho, nas amizades, na vida amorosa etc.)? Para responder a essa questão, Henrique remonta ao contexto social do século XIX, em que a expansão da sociedade industrial e o mercado de trabalho começou a exigir cada vez mais especialização. 

Para ter acesso a tudo o que a sociedade industrial oferece, é preciso se destacar. Para ter destaque, aparentemente, é preciso dedicar-se mais. E a dedicação se torna o diferencial em uma corrida pelo pote de ouro. Essa competição contínua de uns com os outros, própria de uma sociedade industrial, é responsável por grande parte da necessidade aparente de estar produzindo o tempo todo.   

O psicólogo complementa a explicação ressaltando que o bem-estar também tem sido muito valorizado nos últimos anos. Voltando ao século XIX, ele relata que essa já era uma preocupação das pessoas que viveram nessa época, por isso, existiu um movimento contrário a toda produtividade que dominava as grandes cidades: o romantismo. Uma das características mais relevantes do romantismo é a crítica da forma como a sociedade vive, não com a intenção de mudá-la, mas de evitar o estresse causado por ela.  

Henrique pondera que, ao juntar a noção de produtividade com a de bem-estar, pode-se ter uma busca incessante de bem-estar, como pessoas procurando vídeos, blogs, podcasts sobre o assunto. Mas o ponto é que bem-estar nunca esteve tão próximo da noção de produtividade como agora. Por exemplo: algumas pessoas só descansam porque sabem que se não descansarem não serão capazes de produzir no dia seguinte; ou tentam se divertir porque médicos e psicólogos dizem que é importante. Ou seja, descansar e se divertir, muitas vezes, viram obrigações, se equiparando à produtividade. Ele ainda explana sobre viver em uma sociedade imediatista que induz a determinados comportamentos, o que gera uma sensação de urgência constante. Urgência que transfere o sentimento de produtividade para os momentos que, em tese, deveriam ser de descanso.  

A produtividade e bem-estar dos jovens 

Trazendo para o contexto dos jovens, o psicólogo relata que hoje em dia existe um descompasso muito grande entre a produtividade ligada à competição e vida pessoal, e exemplifica com relatos sobre o mundo dos vestibulandos. Como sugestão para lidar com a produtividade dos adolescentes pensando no bem-estar deles em tempos tão complexos, ele aponta o apoio ao estudante ao invés de cobrar produtividade, bem como conversar sobre outros assuntos que não estão relacionados com produtividade ou demandas sociais. Além disso, traz algumas sugestões sobre como gerenciar a rotina e definir metas. 

Para finalizar o podcast, Henrique explica que é importante você aceitar que nem sempre está no seu melhor momento para fazer alguma atividade. Compreender-se com um ser humano e não uma máquina é essencial para o bem-estar. Aceitar que não estar sempre produtivos não significa “não fazer nada”, é simplesmente entender que alguns momentos são mais difíceis. E perceber quais momentos são mais difíceis ajuda também a identificar quais são os momentos mais propensos a produzir de uma maneira saudável.  

“Engajar-se em tantas atividades e tentar produzir do melhor jeito possível é uma busca pela felicidade. Mas por que ser feliz no futuro? Não é possível ser felizes agora?” Complementa o psicólogo. 

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