Gestão educacional em tempos de crise: as lições que aprendemos com o momento atual

maio | 2020

O mundo todo está vivendo um momento de reinvenção e aprendizados. Nesse sentido, que lições podemos tirar das boas práticas de organizações para podermos, efetivamente, criar soluções que nos ajudem a seguir com nosso propósito de transformar vidas por meio da Educação de Excelência? Em tempos de incertezas, quando o assunto é gestão escolar, os desafios são muitos, e a cooperação pode ser uma excelente saída.  

O contexto em que vivemos atualmente tem nos feito compreender, mais do que nunca, que existem dois pontos essenciais que precisam nortear as tomadas de decisão, para que toda e qualquer instituição consiga superar situações de crise da melhor forma possível: ter foco nas pessoas e no cliente final. Primeiro, avaliar se as decisões irão beneficiar a proteção e a integridade das pessoas envolvidas. Segundo, se, mesmo depois que a solução for colocada em prática, haverá a mesma entrega de valor para o cliente. 

Situações urgentes impõem soluções ágeis e emergenciais, e o caminho a ser seguido nem sempre é tão claro. Pensando nisso, o fundador do SAS e CEO da Arco Educação, Ari de Sá Neto, debateu as oportunidades e os desafios da gestão educacional em tempos de Covid-19, com o Diretor Executivo de Consultoria Educacional e de Marketing do SAS, Rafael Martines. Durante o bate-papo, disponível de forma integral aqui, os especialistas conversaram sobre liderança, avaliaram o cenário de paralisação das atividades escolares presenciais, trazendo, também, exemplos práticos de soluções e metodologias que foram adotadas pelo SAS para minimizar os impactos do isolamento domiciliar no rendimento escolar do aluno e nas relações familiares. 

Logo no início da conversa, Rafael ressaltou que, de acordo com artigo da Organização das Nações Unidas (ONU), publicado em abril, e que avalia a experiência internacional da Educação Básica quanto aos impactos da pandemia, as instituições escolares brasileiras podem e devem aprender com as experiências de como os outros países estão lidando com esta crise. Segundo o texto da ONU, o fechamento temporário das escolas, além de proteger alunos e professores, reduz as chances de que ambos se tornem vetores do vírus para a comunidade.  

Daí, já podemos tirar algumas conclusões: com o fechamento das escolas, pessoas estão protegidas. Mas, o que as escolas precisam fazer para entregar soluções que gerem valor para os alunos mesmo em isolamento domiciliar, e que sejam capazes de auxiliar as famílias nesse novo cenário? 

Para Ari de Sá Neto, um dos principais caminhos é utilizar a comunicação:

“As escolas precisam se comunicar intensamente com os pais e alunos, no sentido de entender quais são as dificuldades enfrentadas, e tentar ajudá-los. Ou seja, investir em uma comunicação transparente, verdadeira e frequente com todos os agentes educacionais. Aqui mesmo no SAS, nós tivemos casos de identificar famílias extremamente angustiadas com o que seria do processo educacional, e, na medida que essas escolas, por intermédio de seus profissionais, davam atenção ao pai ou ouviam a mãe do aluno, muitas dessas angústias eram reduzidas de forma quase imediata.”

Ari ressalta, ainda, que a escola precisa estar cada vez mais próxima das famílias, orientando os pais quanto ao seu novo papel no processo de ensino-aprendizagem dos filhos. Principalmente porque, com a paralisação das aulas, os pais se tornaram os responsáveis imediatos pela manutenção da educação remota em casa.  

Outra estratégia citada pelos especialistas como um dos caminhos utilizados pelo SAS para proporcionar soluções rápidas e eficazes para as escolas, foi a aplicação de metodologias ágeis. Nesse ponto, Rafael reforça que as escolas precisam buscar a evolução contínua

“As escolas precisam entender que nem sempre elas terão ferramentas 100% prontas e testadas para solucionar suas crises. É melhor lançar um produto na segunda-feira, logo após o início de uma crise, por exemplo, do que esperar que algo perfeito seja desenvolvido. Além disso, as escolas não podem ter medo de errar, encontrando no erro uma oportunidade de se aprimorar ainda mais, com novas soluções e respostas. O erro faz parte da inovação.” – Rafael Martines 

E, em se tratando de metodologias ágeis, o SAS pode falar do seu próprio exemplo, conforme apontado por Ari de Sá Neto. De acordo com o CEO, desde que a paralisação das escolas foi decretada, a plataforma de educação passou a, diariamente, lançar novas soluções de tecnologia e evoluir a cada dia, a partir dos feedbacks das escolas e do que era aprendido com a utilização de cada solução. 

“A gente aprendeu, por exemplo, que, no primeiro momento, foi fundamental colocar o SAS Ao Vivo no ar. Mais de 100 professores gravando aulas, com 2400 aulas, da Educação Infantil até o Ensino Médio. Literalmente, uma escola ao vivo, para todas as disciplinas, em todas as séries, com quase 6 milhões de visualizações. Então, um retorno fantástico. É importantíssimo começar mesmo correndo risco de cometer alguns erros no meio do caminho. A transformação digital acontece através da ousadia.” – Ari de Sá Neto 

Para essa fase de transição, Rafael e Ari apontam que foram reordenados e estruturados processos que pudessem ser rapidamente ativados e aplicados nas metodologias pedagógicas das escolas parceiras do SAS. Para isso, foi potencializada internamente uma enorme força de inteligência coletiva, facilitando os processos colaborativos e o engajamento de todas as pessoas envolvidas, desde de colaboradores, mantenedores, gestores, professores, familiares e estudantes.  

“Estabelecer momento de conexão e comunicação frequentes gera síntese entre todos participantes da jornada. Encontros virtuais semanais geram comunicação frequente com mantenedores, colaboradores, clientes. São discutidos novos projetos e decisões, celebramos vitórias juntos, compartilhamos dores, e isso tudo cria uma conexão muito forte. Agora, mais do que nunca, as pessoas conseguem visualizar o propósito do trabalho delas.” – Ari de Sá Neto 

Por fim, Ari conclui que, depois de todos esses aprendizados, ele pode sentir orgulho de ver o SAS, juntamente com suas escolas parceiras, viver o protagonismo da inovação na Educação Básica. “Diante das rápidas mudanças no ambiente econômico, social e político que observamos atualmente, entendemos que a próxima geração só sobreviverá se as pessoas aprenderem a cooperar, a amar e cuidar umas das outras”, completa. 

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