Avaliação de desempenho: por que a minha escola deveria investir nisso?

julho | 2020

Avaliação de desempenho de pessoas é uma ferramenta que tem, cada vez mais, feito parte do dia a dia das organizações e contribuído para tomadas de decisão dos líderes. Em mais um episódio do SAS Cast, especialistas do SAS debatem sobre a importância de aplicar a avaliação de pessoas no ambiente escolar, de maneira contínua. 

Avaliar faz parte do dia a dia do professor e do gestor escolar, que, ao aplicar uma prova à sua turma de alunos, consegue medir o quanto os estudantes aprenderam sobre um determinado conteúdo, e o que precisa e pode ser reforçado para que eles atinjam os resultados esperados.  A avaliação de desempenho de pessoal funciona da mesma forma, uma vez que é capaz de medir a atuação das pessoas diante de suas atribuições, identificando se o nível de alinhamento da sua performance está de acordo com os resultados esperados pela sua instituição. 

Então, por que é tão importante que a sua escola comece a investir na realização de avaliações sistemáticas de desempenho de seus funcionários e corpo docente? Para responder esta e outras perguntas sobre este processo, que tem se tornado cada vez mais essencial para a atuação sustentável das empresas, o episódio do SAS Cast, publicado no dia 6 de julho, recebeu a Jéssica Teixeira, gerente de Gente e Gestão do SAS, o João Cunha, diretor geral do SAS, e a Thaís Pianucci, gerente-executiva de Consultoria Pedagógica do SAS.  

De acordo com João Cunha, antes de entender a importância da avaliação de desempenho de pessoas para uma empresa, é fundamental compreender que ela não se restringe exclusivamente ao momento em que um colaborador está sendo avaliado, sendo concluída com o feedback. Na verdade, ela se trata de um processo de desenvolvimento dos profissionais, de gradativa evolução do desempenho da instituição e de exercício da meritocracia. “É a partir desse processo, que as organizações conseguem entender onde os profissionais precisam melhorar, identificar aqueles que serão promovidos, quais profissionais precisarão ser desligados e etc.”, completa. 

E não apenas isso. Para Thaís Pianucci, a aplicação de uma avaliação de desempenho faz com que a escola, mesmo que apenas durante o período de sua aplicação, converse sobre pessoas e sobre seus rumos dentro da instituição.  

“A avaliação de desempenho é aquele momento em que a gente analisa cuidadosamente quem está indo bem, quem precisa de uma ajuda especial para se desenvolver, entre outros. E, ao fazermos isso, nós cuidamos melhor das nossas pessoas. O cuidado com as pessoas é um dos focos principais quando uma empresa institui uma avaliação de desempenho como parte de seus processos.” 

Nesse sentido, Jéssica Teixeira reforça que a avaliação contribui para direcionar as pessoas para aquilo que a escola, enquanto empresa, espera delas. “É uma forma de levar a sua escola, ou a sua empresa, pra onde você quer, sinalizando para as pessoas quais são os comportamentos que você gostaria que fizessem parte da sua cultura e dando o devido reconhecimento a esses comportamentos, que servem de guia de para onde elas deveriam ir”, afirma. 

Dito isso, quais aspectos as escolas deveriam levar em consideração, na hora de criar uma avaliação? Que fatores são essenciais para esse processo acontecer de maneira eficaz? 

Segundo Thaís, essas perguntas são fundamentais para que a avaliação de desempenho tenha sucesso. “É primordial que a gente dê um passo para trás pra entender o que a escola precisa e aonde ela pretende chegar. O que eu quero dizer com isso? Por exemplo, se a escola é uma escola que sabe da importância da formação, ela utiliza esse ponto como critério avaliativo. Se seus professores buscam aprender e se engajar em novas atividades, por exemplo. Dessa forma, o primeiro passo é entender quais são os princípios desse processo, o que a escola considera importante e para onde ela quer ir. A partir daí, a sua instituição será capaz de elencar os principais aspectos com base nos quais o time será avaliado”, conclui. 

Além desses pontos, classificados pelos especialistas como mais “subjetivos”, outros aspectos que deveriam ser agregados à avaliação de desempenho, são requisitos técnicos para o exercício de determinadas funções, como, por exemplo, a didática do professor, se ele é bom em uma tutoria, entre outros. E esses requisitos técnicos se aplicam a todos os grupos de pessoas que compõem a organização e que serão submetidos à avaliação: professores, zeladores, portaria, psicopedagogos, etc. A escola precisa ter clareza das técnicas necessárias para o exercício de cada função. 

Os especialistas, então, recomendam: se a sua escola ainda não realiza avaliação de desempenho de pessoas e não faz a mínima ideia de por onde começar, comece pequeno, avaliando apenas um grupo. Até mesmo porque, antes de aplicar uma avaliação de desempenho, todos os grupos que serão avaliados precisam estar cientes dos critérios que estarão ali contidos. Dessa forma, elencar essas informações com cautela e com o máximo de detalhamento possível é imprescindível. 

João Cunha completa dizendo que, se tem um aspecto fundamental para que uma avaliação de desempenho seja eficaz dentro de uma escola, é que a instituição tenha clareza do que importa pra ela. Segundo ele, quanto maior a clareza sobre esse ponto, mais efetivo o processo será.  

“Não dá pra retirar completamente a subjetividade do processo. O que a gente faz é tentar reduzir a subjetividade. Talvez, ter muita clareza com relação aos critérios objetivos, com o maior detalhamento possível, descrevendo, dentro deles, o que seria um bom comportamento, uma boa avaliação; um comportamento médio, uma avaliação média; e um comportamento ruim, uma avaliação ruim.” 

Além disso, os especialistas do SAS reforçam que é fundamental que uma avaliação de desempenho não seja somativa, que ela não se limite a uma nota. Pelo contrário, ela precisa ser um método de melhoria contínua, com o objetivo principal de auxiliar que todos colaboradores sejam amanhã, melhores do que já são hoje. 

Você pode conferir o bate-papo completo do SAS Cast sobre “Avaliação de Pessoas: um Processo de Aprendizagem Contínua”, no Soundcloud ou no Spotify

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