Atualizado em 8 de fevereiro | 2021 por SAS

Itinerários formativos são as opções que o aluno possui no Novo Ensino Médio, de acordo com o documento da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), para definir suas áreas de interesse, a partir do primeiro ano do segmento. 

Esta proposta de ensino pertence a uma reformulação do ensino e pretende contribuir para ampliar a qualificação profissional, bem como o aprofundamento do aluno nas áreas de maior afinidade. Nesse artigo, explicaremos como funciona, o que muda e como utilizar os itinerários formativos no ensino híbrido.

O que são itinerários formativos?

O conceito de itinerários formativos surgiu em 2016, momento em que a medida provisória nº 746 instituiu a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral.

De acordo com esta Lei, a carga horária do Ensino Médio deve ser progressivamente ampliada com o alcance de 800 para 1.000 horas anuais. Consta no documento, ainda, a obrigatoriedade do ensino do estudo da Língua Portuguesa e da Matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente da República Federativa do Brasil.

Os itinerários formativos promovem, então, a elaboração de um trabalho voltado para a construção do Projeto de Vida do aluno, bem como para a sua formação cognitiva e socioemocional, devidamente alinhados com o documento da BNCC e suas competências.

Dentro desses itinerários, o aluno deve passar por experiências que envolvam o conjunto de disciplinas, os projetos, oficinas, os  núcleos de estudo, entre outras situações aliadas ao mercado de trabalho, sendo de livre escolha no percurso do Ensino Médio. Desta forma, os itinerários constituem alunos mais autônomos e responsáveis frente a suas escolhas.

Em 2019, o Ministério da Educação (MEC) publicou as diretrizes de como elaborar os itinerários formativos, os quais devem ser apresentados em formato de eixos, tais como: empreendedorismo, processos criativos, investigação científica e mediação e intervenção sociocultural.

É importante que cada escola esteja atenta às demandas da sua comunidade e faça as devidas adequações no Projeto Político Pedagógico (PPP) para suprir, por exemplo, as necessidades de mão de obra locais, visando o aspecto profissional que os itinerários formativos apresentam.

Os itinerários formativos promovem experiências que trabalham a autonomia e a responsabilidade nos estudantes.

Que mudanças foram causadas pelos itinerários formativos do Novo Ensino Médio?

Os itinerários formativos possuem algumas particularidades e pontos importantes que podem auxiliar o aluno durante suas escolhas e nas transformações que essa modalidade ocasiona para o futuro deles.

Ao mesmo tempo que desenvolve a autonomia no aluno, a ideia é engajar os estudantes na escola tornando-a mais atrativa, direcionada para os interesses dos educandos, a fim de prepará-los para o mercado de trabalho de forma mais profunda.

Por outro lado, o papel de professores e gestores é mais dialógico, no intuito de orientar e auxiliar os estudantes em suas escolhas, dando o suporte necessário para que concluam o Ensino Médio e ampliem suas competências.

Por fim, dentro dos itinerários formativos do Ensino Médio as disciplinas passam a ser mais integradas, combinando áreas de formação e de conhecimento, que agirão de forma mais objetiva e prática na formação dos alunos.

Principais tipos de itinerários formativos

Dentro do contexto geral dos itinerários formativos, a ideia é oferecer três possibilidades de escolha de aprofundamento de estudos aos alunos de Ensino Médio. Podemos citar:

  • Formação técnica e profissional: nesta modalidade, o estudante finaliza o Ensino Médio já com uma formação profissional. Dessa maneira, os itinerários formativos podem oferecer três modalidades: uma habilitação técnica, através de algum curso presente no Catálogo Brasileiro de Ocupações (CBO), habilitação técnica profissional de nível médio (a relação também consta no CBO) e a formação experimental (sem reconhecimento formal, porém com prazo de 6 meses a 5 anos para ser finalizada);
  • Área de conhecimento: os alunos têm a oportunidade de ampliar seus conhecimentos em determinadas áreas, tais como: ciências da natureza e suas tecnologias, matemática, linguagens e suas tecnologias e ciências humanas e sociais aplicadas;
  • Integrado: conforme o próprio nome sugere, o itinerário formativo integrado combina mais de uma área de conhecimento ou formação.

Nova carga horária e novas matérias obrigatórias

Como comentado no início do texto, a carga horária do Ensino Médio  passa de 800 para 1000 horas, no mínimo, a serem cumpridas por ano.  Além disso, de acordo com a Lei, a escola necessita disponibilizar ao menos dois tipos de itinerários para que o aluno faça sua opção.

Importante salientar que o prazo para adequação das escolas é 2021, ou seja, este ano. Entre o Projeto de Vida que começa a ser desenhado, a escola deve trabalhar, também, valores, como democracia, ética, justiça social, solidariedade, entre outros.

Alinhado à BNCC, os itinerários formativos não excluem disciplinas, porém efetuam uma reorganização delas, aliando-as à competências. Dessa maneira, a interdisciplinaridade é a palavra-chave para o novo Ensino Médio, e a obrigatoriedade de contemplar Educação Física, Língua Portuguesa, Matemática, Inglês Geografia, História, Física, Química, Biologia, Artes, Sociologia e Filosofia, se mantém de forma contextualizada. 

Apenas Língua Inglesa, Matemática e Língua Portuguesa são obrigatórias nos três anos do Ensino Médio. O idioma estrangeiro ganha destaque nos itinerários formativos, trazendo relevância ao seu ensino para a formação de um cidadão globalizado e com maiores chances no mercado de trabalho.

O ensino híbrido e os itinerários do Novo Ensino Médio

É importante vencer a barreira do ensino híbrido. No contexto atual, a necessidade do ensino híbrido é fato na grande parte das instituições de ensino no Brasil, devido à situação gerada pela pandemia.

Após a retomada completa das aulas presenciais é possível, ainda assim, mesclar o ensino híbrido com o presencial, visando atingir a carga horária estipulada pelo MEC. No entanto, é importante ressaltar que a qualidade do ensino deve ser sempre colocada em pauta, no momento de planejar o currículo ou as aulas em si.

O hibridismo já é uma realidade na educação e as escolas podem usufruir deste recurso  para potencializar a autonomia dos alunos.

Os alunos se beneficiam dos itinerários formativos, pois eles estão alinhados com as competências a serem desenvolvidas, estabelecidas pela BNCC.

BNCC e os itinerários formativos do Novo Ensino Médio

A BNCC é vista como ferramenta estratégica de adaptação, organização e fonte rica para a inserção total dos itinerários formativos do Novo Ensino Médio. Com sua homologação em 2018, a relação do documento com as competências de ensino, projetadas no Ensino Médio, foram inferidas.

Abaixo, segue a relação dos eixos temáticos da BNCC com as competências a serem desenvolvidas nos itinerários formativos:

EIXOCOMPETÊNCIA
Autoconhecimento e planejamentoElencar um Projeto de Vida, através da reflexão e escolha de interesses, para aprofundamento de estudos.
Competências de matemática e suas tecnologiasO ensino de matemática é obrigatório nos três anos do Ensino Médio. Deve ser aliado à tecnologias para completar esta competência, com maior êxito
Linguagens e tecnologiasDentro do novo Ensino Médio, tal eixo é inserido por intermédio da valorização do ensino da Língua Inglesa, por exemplo, e da contemplação e utilização da língua materna em diversos contextos
Ciências Humanas Sociais e AplicadasAbrange a solidificação do indivíduo como cidadão e responsável por atuar dentro da sociedade, construindo valores e saberes.
Ciências da Natureza e tecnologiasDentro dos itinerários formativos, estimula o aluno a pensar sobre sustentabilidade e em como pode atuar para a preservação dos recursos naturais.

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