Atualizado em 6 de janeiro | 2022 por SAS

A educação remota pegou toda a comunidade escolar de surpresa. Com a pandemia da COVID-19, as escolas foram levadas a repensar os modos como os processos de aprendizagem aconteceriam no distanciamento social. 

A ausência das aulas presenciais foi fundamental para a não proliferação do vírus SARS-CoV-19, e se mostrou uma alternativa para trabalhar as competências da BNCC com algumas atividades pedagógicas que foram transformadas por esse modelo de ensino.

Porém, a aprendizagem remota não se deu de igual para igual para todos os alunos. Isso pois, além das diferentes realidades de adaptação da gestão escolar, cada estudante teve que assumir uma maior autonomia do seu próprio aprendizado.

Pesquisadores e profissionais da educação entraram em consenso de que a educação remota veio para ficar, mesmo que de forma híbrida. Da mesma forma, também se é consenso de que ela foi inserida no nosso contexto de modo emergente e sem muito preparo.

Com isso, os desafios da educação remota, que é mediada pelas Tecnologias de Informação e Comunicação, são inúmeros, começando pelo acesso ao letramento acerca de sua utilização. 

Não temos como afirmar se a educação remota trouxe mais benefícios ou malefícios para a educação num contexto geral. O que pode ser feito é compreender quais problemas foram agravados, para buscar soluções e, quais aspectos foram potencializados, para continuar colhendo bons resultados.

Agora que as atividades presenciais já estão retornando, entender o que do ensino remoto pode ser aproveitado é extremamente importante.

Por conta disso, o SAS preparou um conteúdo especial para auxiliar a mensurar o aprendizado remoto dos alunos e acompanhar e planejar a educação remota a fim dos melhores resultados. 

Gostou da proposta? Vem com a SAS Plataforma de Educação para que, juntos, possamos promover uma educação de excelência.

Aluno em foco: o que fica da aprendizagem remota?

A educação remota veio para ficar e, por isso, o SAS traz alguns aprendizados deixados pela pandemia.

O ensino remoto não só possibilitou a continuidade do aprendizado coletivo, como também garantiu a socialização da comunidade escolar em meio a uma realidade de muitos desafios.

Para muitos alunos, professores e gestores, os processos de ensino-aprendizagem foram os norteadores de rotinas e superações individuais. 

Além disso, a educação remota garantiu que os alunos compreendessem a situação do mundo durante a pandemia, por meio das práticas pedagógicas, sem colocar os agentes em risco de contaminação. 

Ou seja, a educação remota foi o que conectou os alunos com a realidade coletiva durante esse período. 

No entanto, realizar as atividades, que antes aconteciam no ambiente escolar, no ambiente doméstico apresentou diversos desafios para toda comunidade escolar, principalmente a gestão. 

As escolas, que se adaptaram à educação remota, partiram do princípio que ela seguiria as mesmas lógicas do ensino presencial. O que, na prática, não aconteceu. 

Percebeu-se que as exposições de 4 horas seguidas sobre o conteúdo, que a forma como os objetos de aprendizagem e as atividades eram apresentadas, também precisavam ser repensadas.

Desde o início da pandemia até o momento, os professores e gestores escolares experimentaram novos modos de ensinar e conduzir os processos de aprendizagem

Entender como os alunos estão recebendo os conteúdos que são trabalhados pelos professores, identificar suas dificuldades e quais ferramentas remotas funcionam, garante informações fundamentais para a avaliação e controle do planejamento pedagógico da turma e do plano de desenvolvimento individual dos alunos.

Como mensurar o nível de aprendizagem remota dos alunos?

A educação remota aproxima o cotidiano educacional da realidade dos alunos e, se bem planejado, tem muito a agregar!

Uma pesquisa realizada pelo Leverhulme Centre for Demographic Science, da Universidade de Oxford, após o retorno às aulas presenciais na Europa, identificou que as crianças do Ensino Fundamental aprenderam “muito pouco ou nada” com aulas 100% a distância

É comprovado que a utilização das TIC’s e das diversas ferramentas em comunicação, como textos, vídeos e imagens, usadas de modo convergente (hiperconectado em um lugar) é um método eficaz para o aprendizado. 

Porém, mesmo assim, nem todos os alunos conseguiram acompanhar o ritmo da aprendizagem remota, seja por limitações de acesso, pelo contexto familiar ou por dificuldades de aprendizagem.

Por isso, é importante que se mensure o aprendizado dos alunos nesse período. Há 5 passos para identificar as lacunas de aprendizado causadas pela pandemia que podem ajudar nesse processo.

Isso pode ser feito de diferentes formas: é possível avaliar o entendimento dos alunos acerca dos conteúdos específicos e fundamentais dos componentes apresentados, o nível de compreensão dos alunos sobre o que estão aprendendo e até mesmo como eles avaliam as próprias condições de aprendizado na situação remota. 

Para que toda a turma esteja nivelada e nenhum aluno fique para trás, mensurar qual o nível de aprendizado das habilidades e competências trabalhadas durante a educação remota se torna uma necessidade.

A mensuração do nível de aprendizagem remota também é imprescindível para um acolhimento responsável da escola para com os alunos no retorno às aulas presenciais. 

Lembre-se que o SAS oferece consultoria personalizada com estratégias avaliativas para o ensino remoto e híbrido para te ajudar.

 9 maneiras de quantificar a aprendizagem remota

A necessidade de mensuração do aprendizado se evidenciou durante a educação remota e deve permanecer no cotidiano educacional.

Alguns exemplos de tópicos a serem desenvolvidos são:

  • Desempenho em avaliações;

O desempenho em avaliação é uma das maneiras mais comuns de quantificar, mesmo que sozinhas não funcionem tão efetivamente. Isso pois, o desenvolvimento do aluno não pode ser mensurado unicamente pelas avaliações, visto que alguns apresentam dificuldades para realizá-las. 

  • Acertos em formulários de nivelamento;

Uma boa maneira de quantificar a aprendizagem remota são os formulários acerca de assuntos específicos dos conteúdos básicos. Isso é importante para identificar se os conhecimentos essenciais estão sendo exercitados. 

Como isso funciona na prática? Um exemplo é: se o conteúdo de matemática vai trabalhar a conversão de valores, é interessante aplicar um formulário de avaliação dos conhecimentos básicos de divisão.

  • Apropriação do conteúdo em tarefas interdisciplinares;

A ação de gravação de áudios com 1 minuto de duração, que podem ser organizados em podcasts veiculados na plataforma e redes da escola, é um bom exemplo dessa forma de avaliação. 

A partir dessa atividade, é possível compreender como o estudante se apropria do conteúdo sugerido. Isso pode ser feito por meio de vídeo, apresentação, entre outros métodos interdisciplinares que podem explorar a oratória dos alunos para explicar o que estão aprendendo.

  • Engajamento do aluno;

Com as plataformas e softwares educacionais, é mais fácil identificar e quantificar o engajamento dos alunos nas atividades pedagógicas. Isso pois, é possível acessar dados comparativos de presença, realização das atividades e gravações de participação. 

  • Número de acessos na plataforma digital;

Desde a constância de acesso, o período que o estudante fica na plataforma até quais conteúdos foram assistidos podem ser monitorados quando se tem plataformas digitais para mediar a educação remota. 

  • Exercícios realizados durante o semestre;

Durante o semestre, atividades avaliativas de desempenho podem ser realizadas para o acompanhamento do desempenho dos alunos. Dessa forma, é possível comparar o desenvolvimento no decorrer do processo. 

  • Autoavaliação

Tanto por meio de redação, formulário ou questionário, é possível que a autopercepção do aluno de seu próprio aprendizado seja uma boa maneira de quantificar o aprendizado no ensino remoto.

  • Avaliação 360

Todo mundo avalia todo mundo! Assim, é possível que se tenha um panorama geral, visto que aluno avalia diretor, que avalia professor, que avalia aluno, que também avalia professor, e todos avaliam o ambiente escolar como um todo.

  • Softwares de gestão de aprendizagem

Com os softwares de gestão de aprendizagem, os professores podem colocar informações dos alunos em seus perfis para que o mesmo gere gráficos de progresso e retrocesso. 

Há outras maneiras possíveis para serem elencadas. Não existe fórmula secreta para se quantificar o aprendizado dos alunos na educação remota, por isso é necessário que cada gestão escolar pense nas melhores estratégias que se adequem a suas realidades

Essas maneiras são sugestões do SAS que podem te orientar. E, além disso, o SAS Plataforma de Educação possui o Avalie! e Avaliação Diagnóstica SAS, soluções excelentes para quantificar o aprendizado de seus alunos.

Com o retorno do presencial a educação remota acaba?

A resposta para essa pergunta é: não.

Muito já se fala sobre como a educação híbrida será cada vez mais recorrente nas escolas, ou como, pelo menos uma parte da carga horária, será dedicada à mediação das Tecnologias de Informação e Comunicação. 

As gestões escolares que perceberam que a educação remota precisa de suas próprias lógicas, foram logo em busca de capacitações, metodologias ativas e tecnologias educacionais para que a aprendizagem remota alcançasse bons índices de execução.

Para quem conseguiu implementar as tecnologias educacionais dentro dos planejamentos pedagógicos e de gestão escolar, percebeu-se que elas vieram para ficar.

A gamificação, a utilização de salas de aula virtuais para armazenamento de conteúdos complementares, as avaliações on-line, entre outras ferramentas foram algumas das práticas usadas na educação remota que vieram para ficar no ensino híbrido e presencial.

Hoje em dia, não tem como se separar do uso das tecnologias para fins educacionais e pedagógicos. A emergência da educação remota causada pela pandemia acelerou um processo que já estava acontecendo de modo mais lento nas escolas.

A partir disso, pensar em como utilizar as tecnologias educacionais no ambiente escolar e na realidade da comunidade escolar, mesmo com o retorno do presencial, continuará sendo uma preocupação para gestores escolares. 

Veja também: Gestão educacional em tempos de crise: as lições que aprendemos com o momento atual

Gestão em foco: o que a educação remota nos ensinou?

Um ensinamento importante da pandemia foi a necessidade de manter sua equipe atualizada para facilitar a inclusão da educação remota ou híbrida na sua escola. 

Algo que há muito tempo tem sido dito, foi comprovado na pandemia: é urgente que os gestores estejam capacitados para utilizar as tecnologias na gestão escolar

Agora, com o retorno às atividades presenciais e a inserção do ensino híbrido para algumas realidades, os gestores estão mais preparados para lidar com a implementação das tecnologias na realidade educacional. 

Se tem um aprendizado que gestores escolares podem afirmar que levaram da pandemia é a capacidade de resiliência. 

Para além de resiliência, o que fica é que a utilização da tecnologia educacional oferece uma dinâmica para o processo de aprendizagem que aproxima a realidade do aluno com o ambiente escolar. 

Com a educação remota, a frase popular de que a gestão escolar deve pensar para além dos muros da escola faz mais sentido. 

Educação remota ou não: o SAS Plataforma de Educação tem a solução!

Tanto na educação remota quanto na presencial, pensar em estratégias que dialoguem com a realidade da comunidade escolar é fundamental

Caso sua escola esteja investindo no ensino remoto ou híbrido, o Portal SAS pode ser uma boa ferramenta para implementar uma gestão da comunicação de forma eficiente. Além disso, o SAS App oferece aos alunos uma interface de aprendizagem excelente para suas necessidades. 

Mesmo no ensino presencial, o SAS propõe soluções para a gestão escolar e para o planejamento pedagógico. Os materiais didáticos alinhados à BNCC e personalizados pela nossa equipe qualificada também são uma ótima solução do SAS.

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