Atualizado em 21 de janeiro | 2021 por SAS

A educação híbrida na Educação Básica é mais um modelo que veio para ficar com a pandemia e que pode agregar muito na qualidade da aprendizagem, além de tornar as aulas mais atrativas. E para o Ensino Fundamental, não seria diferente.

Os alunos desta geração são todos nativos digitais, ou seja, dominam a linguagem e as ferramentas que envolvem tecnologias. Por isso, a escola precisa oferecer oportunidades atuais e que os engajem, assim como, a forma correta de utilizar esses meios para a aprendizagem.

Saiba mais sobre a educação híbrida no Ensino Fundamental, conhecendo seus modelos de aplicação e benefícios. Boa leitura! 

O que é a educação híbrida?

A educação híbrida é uma proposta de construir conhecimento junto com os alunos, aliando a metodologia tradicional com a tecnologia.

Pode ser aplicado por meio de métodos remotos ou com a inclusão de aulas presenciais, a partir de atividades que envolvam tecnologias agregadas à internet.

Uma das vantagens desta forma de aprendizagem é a personalização do ensino, no qual o professor molda sua aula conforme o perfil das turmas. Autonomia, criticidade e engajamento são algumas palavras-chave na constituição da educação híbrida.

Qual a influência da tecnologia na educação?

O uso das tecnologias digitais nas escolas tem evoluído e influenciado o ensino, desde a sua introdução no sistema educacional. 

A informática e o acesso global à informação, por meio da internet, tem proporcionado uma série de transformações, não só na didática de ensino, como na visão ampla do conhecimento, com novas percepções e valores destacados.

As novas tecnologias fizeram com que o sistema de ensino sentisse a necessidade de uma reestruturação da cultura e dinâmica escolar, passando a assumir papel  positivo na evolução do conhecimento.

Porém, lidar com a educação híbrida tornou-se um desafio para os professores na elaboração do novo planejamento de aulas, sendo necessário um cronograma de atividades que acompanhasse toda essa modernidade.

A educação híbrida no Ensino Fundamental

O uso de recursos tecnológicos na educação híbrida do Ensino Fundamental estimula diversas competências dos alunos!

A educação híbrida requer flexibilidade de ambiente e de horário de estudos. Isso inclui a disponibilidade de interações sociais, integradas presencialmente com os professores e colegas de classe.

Nesse cenário, o professor oferece às crianças do Ensino Fundamental ferramentas tecnológicas on-line, orgânicas e de fácil compreensão, que impulsionam o desenvolvimento de habilidades previstas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Assim, com o auxílio da BNCC no desenvolvimento do indivíduo, o aluno habituado ao sistema híbrido será munido de maior autonomia e responsabilidade na realização de tarefas, dentro e fora da escola. Há, ainda, a  vantagem da liberdade de escolha do ambiente de estudos. 

Seja nos laboratórios, bibliotecas, em casa ou em sala de aula, o aluno pode acessar o material, através do próprio celular, tablet ou computador.

Além disso, os pais não ficam alheios ao processo, pois podem acessar o portal do aluno no site da escola, a agenda escolar disponível, o e-mail, ou falar com professores e diretores por vídeo-chamada. 

Benefícios e desafios da implementação

Além dos pontos positivos mencionados acima, existem alguns benefícios que a educação híbrida leva às escolas. Veja quais são eles:

Benefícios

O sistema de educação híbrida apresenta diversas modalidades a serem escolhidas e adotadas por alunos e professores. Em todas elas, o meio tecnológico digital on-line é fundamental para promover maior autonomia e flexibilidade aos alunos.

É através desse ambiente virtual que os alunos podem explorar suas capacidades e aprimorar seu aprendizado.

Da mesma forma, o aprendizado presencial também é muito proveitoso e pode explorar as experiências pessoais de cada um dos alunos, que irão compartilhar entre si, na convivência e interação direta.

Os dois momentos são muito vantajosos na capacitação e absorção do conhecimento. Para os alunos, os benefícios são bem claros, uma vez que desenvolvem mais autonomia, e as aulas passam a ser melhor aproveitadas, sem prejudicar o conceito de realidade do cotidiano escolar.

Já para as instituições, há vários motivos para implementar o sistema, uma vez que ele reduz os custos operacionais e mantém os professores motivados, já que eles aproveitam melhor o tempo de serviço e  se sentem provedores de engajamento

Mas, como toda novidade, a educação híbrida conta com alguns desafios. Conheça quais são eles e saiba como lidar:

Desafios

Alguns requisitos são imprescindíveis para a implementação da educação híbrida nas escolas. A princípio, o mais importante deles é o acesso tecnológico de professores e alunos, algo não tão acessível em todas as escolas brasileiras.

As ferramentas digitais precisam estar disponíveis a todos para serem implementadas no sistema. Por meio delas, a instituição pode pensar em estratégias de ensino do professor com os alunos, formas interessantes de transmitir a informação e o conhecimento, planejar palestras e oferecer aulas de reforço ou estudos orientados.

A formação dos professores e sua adequação aos sistema também é muito importante. A escola deve oferecer treinamento específico ao corpo docente, atualizá-los quanto às novas tecnologias, formatos de apresentação, softwares e acessórios para implementar, como atrativos para aulas mais interessantes.

A partir da formação atualizada dos professores, cabe à escola preparar, em conjunto com o corpo docente, um plano de aulas voltado para a implementação do sistema híbrido de ensino, com mudanças estruturais relacionadas à instituição.

É preciso adaptar e modificar a infraestrutura educacional, diferenciando-a da tradicional, nas formas de avaliação dos alunos, no contexto do feedback, o retorno compensatório da evolução do ensino aos alunos e repensar novas formas de práticas em sala de aula. 

O papel do professor

Na educação híbrida, não só os alunos, como os professores, estão sujeitos a transformações em seu trato social, interagindo e colaborando entre si, envolvidos com a tecnologia.

Assim, o papel principal do professor nesse sistema é buscar a autonomia dos alunos em trabalhos em grupos, aliando o compartilhamento de experiências e conhecimentos, por meio  das tecnologias digitais. 

Por exemplo, ao comparar o professor do sistema híbrido com o tradicional, é possível identificar diferenças fundamentais, pois, nesse cenário, a interação com os alunos, a colaboração em grupo e o envolvimento dos professores com as ferramentas a serem utilizadas não são as mesmas, o que requer ainda mais domínio das ferramentas digitais e, consequemente, mais preparação por parte do corpo docente.

No entanto, os resultados são muito mais expressivos, motivando cada vez mais todos os envolvidos.

Como aplicar a educação híbrida no Ensino Fundamental?

Crie experiências e multiplique valores na aplicação da educação híbrida ao Ensino Fundamental!

O método da educação híbrida, como visto, é composto por modelos de aula que colocam o aluno no centro do processo.

As atividades, sejam elas digitais ou presenciais, podem ser realizadas em grupos, ou individualmente, no qual o objetivo é o mesmo: buscar a solução para o tema proposto, proporcionando autonomia e desenvolvimento ao aluno.

Para aplicar o sistema híbrido, o professor e a escola devem, antes de tudo, reformular o planejamento de aulas. Feito isso, existe uma série de modelos de aplicação da educação híbrida, como:

Modelo disruptivo

Neste caso, os alunos contam com as vantagens de uma plataforma on-line ou remota, na qual ficariam disponíveis todo o material dinâmico de aulas, como vídeos e apresentações visuais, acessíveis ao aluno, que pode acompanhar a matéria onde e quando preferir, com flexibilidade e de acordo com o seu próprio ritmo. 

Porém, o virtual não anula a necessidade do encontro presencial. Alunos e professores continuariam a se reunir em momentos específicos, como aulas direcionadas e avaliações dos alunos, ou em debates.

Modelo sustentado

Este é o modelo mais usado por instituições de ensino superior, por exemplo. Aqui, a educação híbrida mantém muitas das características do ensino tradicional, porque faz uso dos equipamentos tecnológicos, apenas, como ferramentas auxiliares, com  a maioria das aulas sendo realizada presencialmente.

Porém, ainda nesse modelo, podemos destacar três formatos diferentes:

  1. Rotação Individual

Neste formato, o aluno receberá uma lista preparada pelo professor, contendo diversas  propostas de conteúdo a serem incluídos na plataforma digital.  Aqui, o objetivo é descobrir e pensar sobre as dificuldades que cada um dos alunos apresentam. 

Os temas abordados serão aprofundados mais especificamente em sala de aula.

  1. Laboratório rotacional

A sala de aula e o laboratório da escola são utilizados, simultaneamente, em dois ou mais grupos de alunos, ficando cada um em um, conforme a determinação do professor. 

Durante o tempo proposto para essas atividades, os grupos de alunos irão trocar de ambiente e, assim, irão compreender, de formas distintas,  o conhecimento adquirido naquela aula. 

  1. Sala de aula invertida

Nessa situação, a proposta é a inversão das relações de estudo, ou seja, será modificado o contexto de sala de aula.

O conteúdo da matéria já é enviado antecipadamente para o aluno, através dos meios digitais, de forma que ele estude o conteúdo todo em casa e depois leve o tema à sala de aula para ser discutido em grupo.

Um caminho para a volta às aulas em tempos de pandemia 

A educação híbrida já existia anteriormente à pandemia, porém, pouco se sabia sobre o tema, uma vez que não havia tanto espaço para seu uso. No entanto, o momento trouxe esse modelo como uma nova solução para o problema educacional

Agora, a educação volta os olhos para a possibilidade de um novo sistema educacional, seguro, evoluído e mais eficiente. A educação híbrida tem sido aplicada emergencialmente, mas a tendência é perdurar seu uso, principalmente após a aprovação unânime do parecer do CNE, que estende o uso do ensino remoto até dezembro de 2021. Assim, cabe a pais, alunos e professores se adaptar e assimilar novas metodologias de ensino. 

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