Principais lições deste artigo
- Visão integrada: a aprovação no Enem em 2026 depende da articulação entre domínio de conteúdo, competências cognitivas avançadas e habilidades socioemocionais consolidadas.
- Organização pedagógica: o alinhamento do currículo aos eixos cognitivos do Enem, à resolução de problemas e à interdisciplinaridade orienta o trabalho de toda a equipe escolar.
- Gestão de pessoas e processos: o desenvolvimento de competências dos estudantes exige formação contínua de professores e uso criterioso de tecnologias educacionais.
- Avaliação estratégica: simulados, análises de dados e acompanhamento formativo permitem monitorar competências e ajustar intervenções ao longo do ano.
- Apoio especializado: ao final, o artigo apresenta como o SAS Educação pode apoiar a gestão escolar na implementação dessas estratégias. Fale com um consultor para conhecer possibilidades para sua escola.
A preparação para o Enem deixou de ser apenas uma questão de cumprir o currículo e revisar conteúdo próximo à prova. A pressão por resultados, a ampliação do acesso ao ensino superior e a complexidade crescente dos itens colocam gestores(as), coordenadores(as) e mantenedores(as) diante de decisões estruturais sobre currículo, formação docente e uso de tecnologia.
As evidências mostram que habilidades não cognitivas como motivação, autorregulação e persistência têm peso comparável ao da inteligência no sucesso escolar ao longo do tempo. Ao mesmo tempo, habilidades cognitivas ligadas à resolução de problemas, rapidez cognitiva e compreensão de conceitos explicam grande parte do desempenho no Enem, o que reforça a necessidade de uma abordagem integrada.
O modelo de itens em blocos, os chamados testlets, que ganha escala no Enem em 2026, traz um formato de avaliação mais contextualizado e articulado entre competências. Esse modelo amplia a ênfase na interpretação, na análise de situações complexas e na mobilização simultânea de diferentes áreas do conhecimento. Para as escolas, o desafio passa a ser estruturar estratégias consistentes, aplicáveis no dia a dia e alinhadas a esse novo cenário.
Estratégia 1: organizar o currículo pelos eixos cognitivos do Enem
O alinhamento explícito do currículo aos eixos cognitivos do Enem orienta planejamento, aulas e avaliação. A prova se estrutura em cinco eixos: Dominar Linguagens, Compreender Fenômenos, Enfrentar Situações-Problema, Construir Argumentações e Elaborar Propostas.
Gestores(as) podem garantir esse alinhamento ao:
- Mapear objetivos de cada disciplina em relação aos cinco eixos.
- Planejar atividades interdisciplinares que simulem situações-problema típicas do exame.
- Reorganizar avaliações internas para verificar não apenas conteúdo, mas a ativação de cada eixo cognitivo.
Estratégia 2: priorizar a resolução de problemas nas práticas pedagógicas
A ampliação sistemática da capacidade de resolver problemas impacta diretamente os resultados. Análises de desempenho indicam que essa habilidade explica mais da metade da variação de resultados no Enem.
Para desenvolver essa competência, a escola pode:
- Estruturar sequências didáticas com problemas de complexidade crescente, em todas as áreas.
- Adotar metodologias ativas, como aprendizagem baseada em problemas e estudo de casos.
- Trabalhar processos de pensamento, registrando passos de resolução, hipóteses e revisões, não apenas respostas finais.
Estratégia 3: integrar competências socioemocionais à rotina escolar
A consolidação de competências socioemocionais sustenta o desempenho em avaliações extensas e de alta pressão. O peso dessas competências tende a crescer ao longo da trajetória escolar, o que reforça a necessidade de ações planejadas.
Gestão escolar pode avançar nesse campo ao:
- Institucionalizar programas socioemocionais articulados ao currículo, e não como ações pontuais.
- Ensinar estratégias de autorregulação, gestão de tempo, organização de estudos e manejo de ansiedade para provas.
- Estabelecer rotinas de acompanhamento de bem-estar, engajamento e persistência, com intervenções preventivas.
Parcerias com iniciativas especializadas em educação socioemocional, como a Escola da Inteligência, podem complementar o trabalho interno e oferecer referenciais estruturados.
Estratégia 4: fortalecer raciocínio crítico e interpretação textual
O desenvolvimento consistente de leitura crítica impacta todas as áreas da prova. Os itens do Enem exigem interpretação de textos complexos, análise de dados e avaliação de argumentos, o que demanda práticas contínuas, não apenas revisões finais.
Esse trabalho se fortalece quando a escola:
- Utiliza textos variados, de diferentes gêneros e níveis de complexidade, em todas as disciplinas.
- Propõe análise de argumentos, identificação de pressupostos e inferências, conectando leitura e produção de textos.
- Organiza debates estruturados e estudos de caso, estimulando que estudantes justifiquem posições com base em evidências.
A concentração das habilidades avaliadas em entender e analisar informações reforça a centralidade dessa estratégia.
Estratégia 5: usar tecnologia para personalizar o aprendizado
A personalização do aprendizado permite responder à heterogeneidade das turmas e otimizar o tempo disponível até o Enem. Plataformas digitais e recursos de inteligência artificial podem identificar lacunas, sugerir trilhas de estudo e monitorar avanços.
Alguns usos estratégicos incluem:
- Diagnósticos recorrentes para identificar padrões de acerto e erro por competência.
- Trilhas adaptativas que ajustam o nível de dificuldade e o tipo de atividade conforme o desempenho.
- Relatórios gerenciais que apoiam decisões de reforço, reagrupamento de estudantes e foco em habilidades críticas.
Estratégia 6: consolidar interdisciplinaridade e contextualização
A organização de projetos e avaliações de forma interdisciplinar aproxima a prática escolar do formato do Enem. A matriz de competências do exame privilegia a articulação entre áreas e a resolução de problemas contextualizados.
Para avançar nessa direção, a gestão pode:
- Promover planejamento conjunto entre áreas, com temas integradores anuais ou bimestrais.
- Ligar conteúdos a situações reais, como dados sociais, ambientais, econômicos e tecnológicos.
- Rever instrumentos de avaliação para valorizar a mobilização de conhecimentos de diferentes disciplinas em um mesmo item ou tarefa.
Estratégia 7: investir em formação contínua de professores(as)
O desenvolvimento das competências dos estudantes depende diretamente da formação do corpo docente. As dificuldades para atingir níveis mais altos de desempenho cognitivo indicam a importância de práticas pedagógicas intencionais e atualizadas.
Alguns eixos prioritários de formação são:
- Compreensão da matriz do Enem e de suas implicações para planejamento e avaliação.
- Domínio de metodologias ativas e de práticas de ensino por competências.
- Uso pedagógico da tecnologia, com foco em dados de aprendizagem e acompanhamento de turmas e estudantes.
Orientações práticas sobre desenvolvimento de competências para o Enem
Equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais
O equilíbrio se consolida quando habilidades socioemocionais são trabalhadas de forma transversal, em atividades acadêmicas concretas. Planejamentos que preveem metas de autorregulação, persistência e cooperação, articuladas a conteúdos e habilidades cognitivas, favorecem resultados consistentes na prova e no percurso escolar.
Relevância da interdisciplinaridade para o desempenho
A interdisciplinaridade amplia a capacidade de aplicar conhecimentos em contextos novos, exatamente como ocorre nos itens do Enem. Projetos integrados, sequências didáticas conjuntas e avaliações que exigem múltiplos referenciais ajudam estudantes a pensar de forma sistêmica.
Papel da tecnologia no desenvolvimento de competências
Plataformas digitais, simuladores e recursos de gamificação permitem treinar competências específicas do exame, gerar dados de desempenho e apoiar intervenções mais precisas. Quando integrados ao planejamento pedagógico, esses recursos deixam de ser acessórios e passam a orientar decisões da gestão.
Principais desafios na implementação das estratégias
Os desafios mais frequentes envolvem resistência a mudanças, limitação de tempo para formação docente, infraestrutura desigual e dificuldade em avaliar competências de maneira consistente. Liderança pedagógica clara, metas graduais e comunicação transparente com a equipe contribuem para reduzir essas barreiras.
Formas de medir o progresso em competências e habilidades
O acompanhamento do progresso é mais efetivo quando combina avaliações formativas, simulados alinhados ao Enem, portfólios, autoavaliação e observação de sala de aula. Relatórios consolidados por turma e por competência permitem ajustar planos de ensino, grupos de reforço e foco de estudo ao longo do ano.
Conclusão: educação integral como base da aprovação no Enem
A experiência recente mostra que resultados consistentes no Enem decorrem menos de ações isoladas e mais de uma política escolar clara para o desenvolvimento de competências. As sete estratégias apresentadas formam um conjunto coerente que envolve currículo, metodologias, clima escolar, tecnologia e formação docente.
Quando a gestão articula esses elementos em um plano de médio prazo, a escola passa a trabalhar de forma contínua as mesmas habilidades cognitivas e socioemocionais que o exame valoriza. Esse alinhamento fortalece a aprendizagem ao longo da Educação Básica e amplia as chances de aprovação no momento da avaliação externa.
Como o SAS Educação pode apoiar a estratégia da sua escola
A adoção de soluções educacionais integradas pode acelerar a implementação das estratégias descritas neste artigo. O SAS Educação atua em rede com escolas de diferentes perfis, oferecendo materiais didáticos alinhados ao Enem, simulados com alta aderência à prova, recursos tecnológicos para personalização do aprendizado e formações voltadas à gestão por competências.
Plataformas com inteligência de dados, relatórios de desempenho por habilidade, recursos de gamificação para o Ensino Fundamental II e trilhas formativas para professores(as) apoiam decisões pedagógicas diárias e o planejamento de longo prazo. Para conhecer de forma mais detalhada como essas soluções podem se articular ao projeto da sua escola, fale com um consultor do SAS Educação e avalie os próximos passos para sua rede ou unidade escolar.