Atualizado em 11 de agosto | 2021 por SAS

Quando se fala em Novo Ensino Médio, podemos levantar conceitos como metodologias ativas e cultura maker. Afinal, ele traz o desafio para as escolas de tornarem o  aluno em protagonista do seu processo de aprendizado. Mas, como trabalhar a cultura maker na educação e no Ensino Médio? Essa pode ser uma  grande dúvida para os professores.

O movimento maker tem como base fazer com que estudantes coloquem em prática os conhecimentos aprendidos na escola. Para isso, está embasado em quatro pilares: criatividade, colaboração, sustentabilidade e escalabilidade. Sendo assim, o professor precisa usar práticas pedagógicas que se encaixem nesses eixos. 

Aqui, vamos explicar como aproveitar todos os benefícios da cultura maker, incluindo: desenvolvimento de habilidades socioemocionais, aumento da autonomia, estímulo ao senso crítico e à criatividade. Acompanhe!

Metodologias ativas e a cultura maker na educação

As metodologias ativas e a cultura maker na educação trabalham juntas no engajamento e protagonismo dos alunos.

A ideia de metodologias ativas surgiu com base na pirâmide de William Glasser e tem como objetivo colocar o aluno para participar ativamente da construção do conhecimento.

Esse método pode ser implantado de várias maneiras, seja por meio da sala de aula invertida, da aprendizagem entre times ou da cultura maker. Até porque, o que é mais ativo do que deixar os alunos colocarem a “mão na massa” na hora da aprendizagem?

Assim, podemos enxergar as metodologias ativas como um grande guarda-chuva que engloba o conceito maker. E, no mundo contemporâneo, essas práticas pedagógicas são essenciais para despertar o interesse dos adolescentes e fazê-los desenvolver uma memória positiva dos conteúdos. Portanto, um ensino de qualidade passa pela prática de todos esses conceitos.

BNCC e a cultura maker na educação

Entre as dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estão aquelas relacionadas ao desenvolvimento da criatividade, da comunicação e do trabalho em equipe. 

Outro ponto importante está nas habilidades socioemocionais, que incluem empatia, autonomia, respeito à diversidade, autogestão, etc. Sabemos também que o ensino-aprendizagem é reforçado quando o aluno passa a ser protagonista do processo.

Essas questões podem ser alcançadas com as atividades trabalhadas pela perspectiva da cultura maker. Afinal, o adolescente terá a oportunidade de testar várias soluções para os problemas sugeridos, tendo como base o conteúdo aprendido e as discussões com os colegas, tudo mediado pelo professor.

Isso significa que ele precisará negociar, liderar, se comunicar, organizar as etapas de cada tarefa e buscar, de forma autônoma, conhecimento para além do que é apresentado pelo professor.

Passo a passo da cultura maker na Educação

O Novo Ensino Médio, por exemplo, propõe desafios que a cultura maker na educação pode ajudar a ultrapassar.

Agora chegou o momento de você conhecer as 4 estratégias para implementar a cultura maker na educação. Como irá perceber, este é um processo mais simples do que imagina.

Planejamento

Ter um bom planejamento é essencial para colocar qualquer ação em prática, e com as atividades da cultura maker não seria diferente. Importante ficar atento às seguintes questões:

  1. Foco na interdisciplinaridade

Para atender à BNCC, no Novo Ensino Médio os conteúdos são apresentados de forma interdisciplinar. Assim, pense em tarefas que englobam um tema sob diferentes perspectivas pedagógicas. Você pode trabalhar, por exemplo, conceitos de matemática e artes ao mesmo tempo sobre o movimento modernista, por exemplo. 

  1. Interação entre os professores

Um dos segredos para montar atividades interdisciplinares é trabalhar em conjunto com outros professores. Então, converse com seus colegas e veja como podem combinar conhecimentos para criar propostas de ensino e atividades criativas.

  1. Criação de grandes projetos

Trabalhar com projetos é uma excelente maneira de aplicar a cultura maker na educação. Isso porque você pode apresentar um grande problema e propor que os adolescentes executem ideias variadas para resolvê-lo, trabalhando o conceito de interdisciplinaridade e despertando a atenção dos jovens para situações do cotidiano.

Esses grandes projetos podem ser desenvolvidos de forma anual, semestral ou bimestral. Em qualquer um dos casos, é preciso planejar como serão as atividades, quais as datas de entrega, como vai ocorrer a divisão das equipes e quais professores participarão do projeto.

  1. Planejamento de atividades pontuais

Assim como os grandes projetos, as atividades pontuais também precisam ser planejadas. Quer que os estudantes realizem um experimento químico, por exemplo? 

Defina quais materiais serão necessários para atender a todos, como será a avaliação e quais conceitos serão vistos.

Desse modo, você diminui as chances de imprevistos e consegue oferecer uma experiência mais positiva para a classe.

Prática: Novo Ensino Médio e a cultura maker na educação

Uma das grandes novidades do Novo Ensino Médio são os Itinerários Formativos.. Ou seja, áreas que o aluno pode escolher para aprofundar seus conhecimentos.

Aqui, a cultura maker surge como uma ótima forma de engajar os alunos e apresentar conceitos complexos de maneira mais lúdica e com aplicações reais. Isso faz toda a diferença na hora da fixação do conhecimento.

Para ajudar você, selecionamos 4 tipos de atividades para trabalhar nos itinerários formativos:

Trabalhar ecologia 

Assuntos de ecologia podem trabalhar, simultaneamente, biologia, geografia e química, bem como desenvolver consciência crítica sobre o meio ambiente. Aqui podemos sugerir duas atividades: a compostagem e a fabricação de cosméticos. 

A compostagem nada mais é do que uma técnica de decomposição de materiais orgânicos. Ela pode ser aplicada em casa e é ótima para lidar com o acúmulo de lixo. Além disso, ao final da atividade, os alunos podem levar o sistema de compostagem para casa e conscientizar outras pessoas da comunidade.

Já a produção do próprio cosmético ou sabão para limpeza usual, como sabonetes, hidratantes, batons, sabão de lavar roupas, amaciantes e desinfetantes; é outra opção que também pode se estender às práticas cotidianas. 

Nas duas atividades, junto com a parte de colocar a “mão na massa”, é possível trabalhar saberes sobre descarte e decomposição de lixo e, até mesmo, discussão de temas como o aquecimento global, sendo ótimas atividades para desenvolver o conhecimento científico com os jovens.

Construir objetos esportivos

A cultura maker na educação é uma grande aliada no desenvolvimento de atividades para os Itinerários Formativos.

Que tal propor aos seus alunos a construção de um skate, uma prancha de surfe ou até mesmo uma bicicleta? Essas são atividades maker que tendem a despertar bastante interesse e que envolvem vários componentes curriculares. Entre eles, matemática e física.  

Quando os objetos estiverem prontos, vale a pena procurar parcerias com profissionais especializados e oferecer uma aula para o esporte escolhido pelo aluno.

Montar um robô

A robótica é um dos campos de estudo que mais cresce no século XXI. Portanto, vale a pena planejar atividades ligadas a esse tipo de tecnologia. Essa é uma atividade que mistura, a princípio, conceitos de matemática, física e inglês. 

Hoje, existem diversos programas e equipamentos acessíveis que permitem a criação de robôs. Um exemplo é o Arduino, um dispositivo de hardware que pode ser programado para realizar diversas ações, inclusive comandar um robô. 

Escrever um livro de contos históricos

Quem não gosta de ouvir histórias? Aqui, a proposta é elaborar um livro de contos baseado em períodos históricos. Para desenvolver esta atividade, o adolescente precisará colocar em prática os conhecimentos em língua portuguesa e história.

A atividade pode ser realizada em grupo ou individualmente, cabe ao professor ajudar a delimitar o número máximo de páginas e a seleção do período histórico. Depois de todos os contos prontos, é possível organizá-los em forma de livro e, quem sabe, até o lançamento do exemplar.

Cultura maker na educação e no Projeto de Vida do aluno

A cultura maker na educação ajuda o aluno a descobrir a si mesmo no Projeto de Vida.

Como vimos, a cultura maker permite que o aluno encare os conteúdos estudados com autonomia. Isso faz com que ele tenha uma percepção maior relacionada ao que gosta de produzir e ao que não é do seu interesse, o que reflete direta e indiretamente no sucesso do seu  Projeto de Vida, competência citada na BNCC.

A ideia do Projeto de Vida é  preparar o jovem para o mundo adulto, ajudando-o a tomar decisões de longo prazo e ter foco profissional. Direcionando-o, consequentemente, na  escolha do Itinerário Formativo no Novo Ensino Médio.

O SAS é seu parceiro

Demos, aqui, algumas dicas de atividades para realizar na prática diária de sala de aula. Contudo, quando pensamos em Novo Ensino Médio, os desafios para a escola, como um todo, são muito maiores. Por isso, conte com o SAS como seu parceiro nessa jornada.

Nós oferecemos uma consultoria completa às  escolas, formação para professores e livros didáticos com atividades que seguem a BNCC e abordam a cultura maker, através de uma plataforma digital,  para facilitar o contato com os estudantes e o processo de aprendizagem.

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