Atualizado em 12 de maio | 2021 por SAS

Em mais um episódio do PODcompartilhar, série especial do SAS Cast sobre Projeto de Vida, o especialista em aprendizagem e orientação parental Henrique Angelo aprofunda o debate sobre saúde mental, com foco na ansiedade dos jovens no Ensino Médio. 

O Ensino Médio, sem dúvida, é uma etapa da vida dos estudantes que pode acarretar um mix de emoções e acentuar questões relacionadas à saúde mental, como a ansiedade. Por isso, no terceiro episódio do PODCompartilhar, série de podcasts do SAS Cast, que funciona como um canal aberto de conversa com os familiares de nossos alunos para discutir o Projeto de Vida, o psicólogo Henrique Angelo, especialista em aprendizagem e orientação parental, compartilha seus conhecimentos para enriquecer a atuação de pais e responsáveis quando o assunto é prevenir ou lidar com a ansiedade dos jovens.  

Veja os principais aspectos abordados neste episódio: 

O especialista inicia a reflexão comentando que, em certo grau, é normal sentir ansiedade. Ele explica que a ansiedade é um estado emocional que por diversas vezes está relacionado a antecipação de um futuro incerto onde a situação vivida é imaginada, considerando o pior cenário possível. Tal construção mental seria uma forma de tentar prever as consequências de nossas ações, sendo um mecanismo de proteção desenvolvido pelo ser humano ao longo de sua evolução.  

O educador expõe que a ansiedade dos jovens tem suas raízes nas experiências pessoais e destaca que, nesse sentido, um ambiente de frequente cobrança, punição ou correção deve ser evitado. Ele elucida que um histórico de ações como essas, quando exercidas de maneira excessiva, pode gerar ansiedade.  

Há diversas situações que o profissional traz para contextualizar esse tema, por exemplo: quando um aluno tem um histórico de ser muito cobrado ou punido na escola, sem ter uma boa relação com os colegas, pode desenvolver ansiedade, inclusive, de ir para a escola. Isso se manifesta de várias formas, como quando o estudante protela muito para sair de casa ou para entrar na escola, ou, até mesmo, quando somatiza essa ansiedade e tem dores de cabeça ou dores estomacais na hora que deveria estudar ou ir para a instituição.  

Henrique finaliza a explanação sobre fontes e fatores associados à ansiedade dos jovens, reforçando que, se o nível de ansiedade de seu filho ou sua filha estiver muito alto, é recomendado procurar um psicólogo ou uma psicóloga para que haja um acompanhamento profissional dessa questão. 

Como lidar com a ansiedade dos jovens? 

O especialista comenta que é muito comum recomendar para uma pessoa que está ansiosa que se perceba de forma diferente ou pense de outro jeito. Essas estratégias, por mais comuns que sejam, têm um problema: temos pouco controle sobre o que pensamos e sentimos, temos mais controle sobre o que fazemos. Segundo ele, ao pensar “não posso errar”, trazemos esse futuro hipotético para o presente e, se esse futuro for ameaçador por causa da nossa história, ficaremos ansiosos. A mesma lógica vale para frases do tipo “não fique ansioso” e “não pense coisas ruins”, pois a pessoa pode até tentar não se sentir desse modo, mas simplesmente não tem como alterar voluntariamente seu estado emocional, o que pode deixá-la ainda mais ansiosa.  

Henrique ompartilha algumas dicas práticas de controle da ansiedade os alunos realizarem quando se sentirem nesse estado emocional. São elas: 

  • Controlar a respiração e direcionar todas as energias nessa atividade; 
  • Realizar alguma atividade que exija muita atenção, como jogos ou outras que demandam raciocínio;  
  • Mudar de ambiente.  

Note que todas essas dicas têm a mesma base: tirar o foco dos pensamentos que estão relacionados à ansiedade dos jovens.  

Em seguida, Henrique aborda como auxiliar uma pessoa próxima que se encontra ansiosa. Ele aconselha adotar uma postura de acolhimento, utilizando frases de suporte, como: “deve estar sendo difícil” e “estou com você para sairmos dessa situação”. 

O psicólogo finaliza, listando cinco orientações para prevenir ou lidar com a ansiedade dos jovens, a partir do que foi discutido ao longo do episódio. São elas: 

1. Valorize o que foi feito, o percurso, e não o resultado. 

2. Cuidado com correções excessivas. 

3. Separe momentos de crítica de momentos de elogio. 

4. Dê apoio, mostrando que está com ele para ajudar a resolver o problema. 

5. Esteja disponível para ouvir.  

Gostou do conteúdo? Ouça o episódio completo no Spotify ou no Soundcloud. Para enviar dúvidas, anseios e angústias relacionados à participação da família na construção do Projeto de Vida dos alunos e outros assuntos relacionados a esse processo, clique aqui.  

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