Atualizado em 5 de fevereiro | 2021 por SAS

Os desafios impostos aos professores durante a pandemia exigiram um profundo processo de reinvenção da rotina escolar e das práticas pedagógicas. Quanto à alfabetização e letramento na Educação Infantil, as dificuldades se tornaram ainda maiores diante da necessidade de alfabetizar remotamente. 

Afinal, a alfabetização e letramento na Educação Infantil é uma fase delicada, na qual as emoções das crianças estão muito interligadas ao processo de ensino e aprendizagem. 

Também é nessa fase que os alunos recebem as primeiras noções do que é um ambiente escolar e começam a construir o seu próprio processo de aquisição de conhecimento, desenvolvendo memórias e sensações que vão marcar toda a sua trajetória como estudante. 

Por isso, o planejamento pedagógico para esta fase precisa levar em consideração as necessidades emocionais das crianças, como o acolhimento, a confiança e o aconchego. 

No entanto, com o isolamento social, dar conta de toda a complexidade que envolve o momento da alfabetização e letramento na Educação Infantil demandou esforços dos professores para adaptar planos de aula, aprender novas tecnologias, e mediar o diálogo dos alunos com a escola e famílias.  

Além disso, essa jornada pelos novos caminhos da educação durante a pandemia também trouxe aprendizados e consolidou o ensino híbrido como uma possibilidade e realidade em escolas públicas e particulares de todo o país. 

Quer saber como o ensino híbrido pode contribuir com a alfabetização e letramento dos pequenos em tempos de pandemia? Continue a leitura!

Os professores devem estar preparados para realizar a alfabetização e letramento na Educação Infantil em tempos de ensino híbrido.

O que aprendemos em 2020 sobre alfabetização e letramento na Educação Infantil?

A pandemia é um cenário inédito na vida da comunidade escolar. Com o isolamento social ao longo de 2020, alunos que ainda estão aprendendo a decodificar o mundo letrado tiveram que se adaptar, rapidamente, a um ambiente 100% digital.

Além disso, alguns professores tiveram que adquirir equipamentos específicos e mudar espaços da sua própria casa, para que os alunos fossem recebidos no ambiente on-line com o menor impacto possível. 

Essas experiências mostraram, também, que, apesar das dificuldades, aplicar a tecnologia na alfabetização e letramento na Educação Infantil é possível, desde que se utilize um conjunto de atividades e brincadeiras adequadas à essa etapa de aprendizagem. 

O período também foi marcado pelo intenso aprimoramento profissional dos professores frente às Tecnologias de Comunicação e Informação (Tics) e pela constatação de que o ensino híbrido está a favor das suas práticas pedagógicas. O fato é que a pandemia apenas consolidou as tendências digitais que vêm ocorrendo há tempos no campo da educação. Isto porque a sociedade está, cada vez, mais inserida na ideia de um ensino híbrido que, além de proporcionar mais segurança à comunidade escolar em tempos de pandemia,  também pode potencializar o aprendizado dos alunos.

Lacunas de aprendizado

A pandemia trouxe aos docentes o desafio de lidar com lacunas de aprendizado em todos os segmentos, incluindo  no desempenho da alfabetização e letramento na Educação Infantil. Durante o período remoto, essa defasagem pode ter ocorrido devido às dificuldades emocionais das crianças para lidarem com o isolamento, que, em casos mais graves, pode ter gerado quadros depressivos e sentimentos de solidão motivados, principalmente, pelo afastamento da escola e dos colegas. 

As lacunas também podem estar relacionadas à falta de infraestrutura para acompanhar as atividades on-line. Um estudo do Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para o Brasil e a África Lusófona, vinculado à Fundação Getúlio Vargas, constatou que a educação pode retroceder até quatro anos por conta da pandemia.

Nesse contexto de possíveis perdas, é papel dos professores e da equipe pedagógica responsável pela alfabetização das crianças buscar alternativas que substituam as práticas exclusivamente presenciais.

Como o ensino híbrido transforma a alfabetização e letramento na Educação Infantil?

Para  driblar as dificuldades da alfabetização e letramento dos pequenos em plataformas tecnológicas, foi necessária a união de esforços de famílias e professores para manter as crianças conectadas e concentradas. A atenção com a rotina de estudos também teve de ser redobrada para ajudar as crianças a manterem o foco. 

Por essas razões, alguns professores costumam dizer que, além do contato com novas tecnologias, o atual momento trouxe a oportunidade de trabalhar intensamente as habilidades socioemocionais , como a empatia e a tolerância, com as crianças e entre os próprios educadores.  Além disso, o ensino híbrido na alfabetização e letramento na Educação Infantil oferece ao docente a possibilidade de montar estratégias variadas e criativas, que colocam o aluno como protagonista do processo de ensino e aprendizagem. Essa modalidade permite, ainda, a personalização das aulas de diversas maneiras.

O apoio da família é fundamental para a alfabetização e letramento na Educação Infantil, durante o ensino híbrido.

Nos processos de alfabetização e letramento, o professor também atua como um elo entre a escola e os alunos, devendo observar quando há desinteresse da criança nas atividades remotas ou, ainda, quando a família está encontrando dificuldades para acompanhar os estudos. 

A seguir, confira algumas dicas que são úteis neste momento:

  • incentive as famílias a participarem ativamente das aulas;
  • proponha que a criança tenha um cantinho de leitura;
  • invista na contação de histórias; 
  • invista em materiais tecnológicos, como os livros digitais;
  • monte atividades que resultem no compromisso de devolvê-los nos momentos presenciais, como, por exemplo: materiais que foram produzidos em casa, desenhos e exercícios.

BNCC e a alfabetização e letramento na Educação Infantil

A partir da implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ficou definido que a alfabetização passaria a fazer parte da área do conhecimento “Linguagens” e também dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Dessa forma, o documento trouxe o entendimento de que o aprendizado deveria ter uma continuidade entre Ensino Fundamental e Educação Infantil. 

Assim, a alfabetização e letramento devem ocorrer até o fim do segundo ano do Ensino Fundamental, com o intuito de fazer a ponte das experiências com a linguagem oral e escrita. 

Outro aspecto que faz da BNCC um instrumento chave para a superação das barreiras da alfabetização e letramento é que esse processo tornou-se o foco integral dos professores de Língua Portuguesa, nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental.

Como a BNCC pode auxiliar o professor durante o processo de alfabetização e letramento na Educação Infantil?

Uma das principais características trazidas pela BNCC, e que inova no processos de alfabetização e letramento na Educação Infantil, é o chamado desenvolvimento da consciência fonológica, através da percepção dos sons de cada palavra. 

Essa orientação, além de facilitar o aprendizado escrito e oral, possibilita que o professor identifique mais facilmente as dificuldades de cada aluno.

lfabetização e letramento na Educação Infantil

Para enfrentar as dificuldades de alfabetização e letramento na Educação Infantil no atual momento da sociedade, é necessário que as escolas estejam atentas à necessidade de se prepararem cada vez mais para as atividades remotas e o ensino híbrido. 

Diante desse contexto, o papel dos gestores escolares é fundamental para que o planejamento pedagógico, os recursos digitais e a formação continuada de professores possam atender às necessidades do momento.

Outro aspecto importante é manter o diálogo com as famílias e a sinergia entre todos os responsáveis pela educação da criança. Afinal, a alfabetização e letramento na Educação Infantil na versão remota  exigiu o acompanhamento das famílias e demandou de toda a comunidade escolar muito jogo de cintura para se comunicar com os pequenos. 

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